A VINCI Airports, concessionária do aeroporto internacional de Manaus desde 2022, lançou um programa para desenvolver empreendimentos imobiliários na área do terminal. O investimento total pode chegar a R$ 1 bilhão, segundo a empresa.
VINCI Airports prevê R$ 1 bi em empreendimentos em Manaus
VINCI Airports lança programa imobiliário no aeroporto de Manaus com potencial de R$ 1 bilhão. Galpões logísticos, hotéis e shopping estão nos planos. Leia no Construnews.
A lista de possíveis empreendimentos inclui galpões logísticos, hotéis, supermercados, centro de convenções e um shopping center. A VINCI conversa com players interessados em aportar capital e participar dos projetos.
“Há disponibilidade de espaço, alinhamento de interesse por parte de vários atores e uma conjuntura fiscal favorável que torna Manaus um centro com muita atratividade,” disse Thierry Ligonnière, CEO da VINCI para os aeroportos de Portugal, Brasil e Cabo Verde, ao Metro Quadrado.
Estudo da Colliers
Os empreendimentos foram definidos a partir de um estudo contratado pela concessionária e feito pela Colliers. A consultoria verificou a viabilidade do sítio aeroportuário, que tem quase 14 milhões de metros quadrados.
A Colliers indicou que cerca de 235 mil m² podem ser aproveitados. A maior parte deve ser destinada a galpões logísticos. A análise encontrou demanda reprimida para cerca de 100 mil m² a 150 mil m², com ocupação projetada de 90%.
A área total pode chegar a 250 mil m² no futuro. Isso equivale a quase todo o estoque de condomínios de alto padrão da cidade hoje, que é de pouco mais de 300 mil m². A taxa de ocupação atual é 98,3%.
Já há contratos sendo fechados no patamar de R$ 50 por m², mesmo nível visto nos contratos mais recentes de Guarulhos, segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM).
Hotéis e varejo
No segmento hoteleiro, o estudo indica que é possível construir 300 quartos em entregas faseadas de até cinco anos. A ocupação média projetada é de 80%.
As tarifas dos hotéis cresceram 25% nos últimos três anos, para R$ 520. A taxa média de ocupação é de 70% e chega a 80% nos empreendimentos mais próximos ao aeroporto.
“A ocupação média de Manaus é de três a sete dias. Ou seja, não vem só o turista de selva para cá, mas também o turista de negócios da Zona Franca, que é muito importante para nós,” disse Roberto Castro, gerente comercial de desenvolvimento imobiliário da VINCI.
Há ainda um pipeline de ativos de varejo para atender a população de cerca de 160 mil pessoas que vivem no entorno do aeroporto. A Colliers indica que a demanda da região é compatível com pelo menos uma operação de atacarejo, com a possibilidade de uma segunda em dez anos, e um shopping center de até 10 mil m² de ABL na fase inicial, chegando a 15 mil m² em uma segunda etapa.
“Manaus tem 11 shopping centers, quatro deles muito dominantes, mas todos estão a mais de 12 quilômetros do aeroporto e essas 160 mil pessoas estão desabastecidas,” disse o gerente da VINCI.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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