Paulo Engler, presidente da Abramat, participou da Feiconference para discutir os efeitos da reforma tributária sobre o varejo de materiais de construção. O evento reuniu executivos, gestores, engenheiros e arquitetos do setor em um espaço de debate sobre questões fiscais que afetam diretamente a comercialização de produtos.
Abramat debate reforma tributária e varejo na Feiconference
A reforma tributária em discussão no país impõe mudanças estruturais nas alíquotas e na sistemática de tributação para diversos segmentos. No varejo de construção, essas alterações podem reconfigurar margens operacionais e preços finais ao consumidor. Engler apresentou à audiência como a indústria de materiais avalia os riscos e oportunidades da reformulação fiscal.
Segundo a Abramat, o setor demanda clareza nas novas regras antes de sua implementação. A falta de definições sobre tratamento tributário de insumos, produtos acabados e serviços correlatos cria incerteza para planejamento de investimentos. Varejistas e distribuidoras dependem de previsibilidade para ajustar suas estruturas de preço e estoque.
A Feiconference funcionou como plataforma para apresentação de soluções práticas diante das transformações legais em curso. Participantes discutiram estratégias de adequação operacional e tributária, além de estudos sobre competitividade no varejo após a reforma. O formato reuniu diferentes elos da cadeia — fabricantes, distribuidoras e varejistas — em mesas redondas e painéis temáticos.
Paulo Engler enfatizou durante sua participação que a Abramat acompanha ativamente as negociações sobre a reforma junto ao governo e ao Congresso Nacional. A associação recolhe dados do setor para fundamentar recomendações sobre pontos críticos da tributação de materiais de construção, com foco na manutenção da competitividade do varejo frente a canais de venda alternativos.
Os impactos fiscais estendem-se além da margem das empresas. Aumentos de tributação podem encarecer o acesso a materiais para construção e reforma de imóveis, afetando a demanda por novos projetos. Stakeholders alertam para o risco de contração de mercado caso a reforma não considere as especificidades do setor de materiais.
A Feiconference consolidou-se como espaço de diálogo entre indústria, varejo e poder público sobre temas regulatórios. Participantes deixaram o evento com insumos para aprofundar discussões internas sobre adequação tributária e competitividade. A próxima fase envolve detalhamento de cálculos de impacto por categoria de produto e análise de cenários tributários pós-reforma.
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