A indústria da construção fechou 1.000 empregos no Estado de São Paulo em julho, segundo o Sinduscon-SP. É o terceiro mês consecutivo de queda no emprego do setor no Estado.
Construção fecha mil vagas no Estado de São Paulo em julho
No país, foram gerados 12.691 novos empregos com carteira assinada em julho, uma variação de 0,41% em relação a junho. No ano, o setor abriu 180.449 vagas (+5,73%); no acumulado de 12 meses até julho, 88.886 (+2,92%).
Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 28 de agosto.
A construção foi o segundo setor que mais abriu vagas em julho, atrás dos serviços (+24.098) e na frente da agropecuária (+12.593) e da indústria (+11.315). O comércio fechou 2.056 postos.
Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram abertos 35 empregos em julho – variação de 0,02% ante junho. No primeiro semestre, foram 3.745 (+1,85%) e no acumulado de 12 meses, 4.482 (+2,23%).
Ao final de julho, a construção empregava 3,130 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.
Os Estados que mais geraram empregos no setor em julho foram Minas Gerais (+3.337), Goiás (+1.475), Pará (+1.463), Ceará (+1.284), Mato Grosso do Sul (+1.188) e Espírito Santo (+1.018). Além de São Paulo, o setor fechou empregos em Rio Grande do Norte, Alagoas, Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Yorki Estefan, presidente do Sinduscon-SP, afirmou que “embora o setor esteja fechando empregos no Estado de São Paulo, o que é muito preocupante, o desempenho nacional do setor ainda segue positivo”. Ele alertou que o fechamento de postos pode se generalizar se for aprovada a redução da escala de trabalho 6×1, com elevação de custos e repasse aos preços dos imóveis.
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