O estoque de domicílios no interior paulista dobrou em três décadas, passando de 5,5 milhões para 11 milhões. A informação é do vice-presidente do Interior do Secovi-SP, Frederico Marcondes César, em entrevista no dia 6 de agosto ao programa Conversa de Bastidores, da Jovem Pan.
Interior paulista lidera crescimento imobiliário, diz Secovi-SP
População do interior de SP cresceu 104% em 40 anos, ante 65% na capital. Estoque de imóveis dobrou para 11 milhões. Saiba mais.
Segundo o dirigente, a população do interior saltou 104% nos últimos 40 anos, enquanto a da capital cresceu 65%. O avanço demográfico transformou a região em um polo autônomo de atração de capital, com expansão industrial e habitacional.
O PIB do interior paulista é maior que o de Minas Gerais e Rio de Janeiro juntos, e 30% superior ao dos três estados do Sul somados, afirmou Frederico. "Se o progresso tiver que iniciar, reiniciar e prosperar, necessariamente passa pelo interior paulista", declarou.
O movimento migratório pós-pandemia se concentrou em cidades num raio de até 100 km da capital, como Campinas, Jundiaí, Atibaia e São José dos Campos. A diferença de preços é um fator decisivo: o metro quadrado na capital custa R$ 17 mil, contra R$ 9,2 mil no interior.
No setor de investimentos, a inadimplência no Sistema Financeiro da Habitação está entre 1% e 2%, segundo o Secovi-SP. A Lei do Distrato, de 2016, reduziu os cancelamentos de contratos de cerca de 28% para 4%.
Sobre as locações de curta temporada, os chamados "short stay", Frederico comparou o modelo ao Uber do mercado imobiliário. "Abre novas oportunidades de rentabilidade para o investidor, que pode dobrar ou triplicar receitas, desde que haja respaldo na convenção do condomínio", afirmou.
O programa Minha Casa, Minha Vida responde por 45% a 65% da produção imobiliária em 42 cidades do interior, segundo pesquisas do Secovi-SP em parceria com a consultoria Brain. A combinação de crédito facilitado e taxas tabeladas preserva o poder de compra da população de menor renda.
Para o futuro, Frederico destacou que o principal pleito do setor é a estabilidade das normas. "O que queremos é previsibilidade, regras claras e segurança jurídica. Quando podemos empreender com tranquilidade, quem ganha é a sociedade", concluiu.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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