A absorção bruta de escritórios em São Paulo cresceu 5,7% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período de 2025. A absorção líquida subiu 35,2% no mesmo intervalo. Os dois indicadores registraram o melhor início de ano dos últimos oito anos, segundo o Secovi-SP em parceria com a CBRE.
Absorção de escritórios em SP tem melhor 1º trimestre em 8 anos
O volume de novas locações atingiu 842 mil m² em absorção bruta nos últimos doze meses. O número representa leve queda em relação ao ano anterior, mas supera a média anual do triênio pré-pandemia. A absorção bruta ficou próxima do recorde histórico, segundo a entidade, mas não o alcançou por causa da escassez de áreas disponíveis para grandes empresas em empreendimentos existentes.
A taxa de vacância recuou 2,6 pontos percentuais nos últimos 12 meses. No segmento triple A, a queda foi de 2,8 pontos percentuais no mesmo período, influenciada pelo estoque limitado e pela absorção bruta acima da média trimestral do ano anterior.
Preço médio
O preço médio pedido de locação para escritórios Classe A/A+ subiu no primeiro trimestre de 2026. O movimento foi puxado pelo recuo na oferta de espaços triple A, especialmente nas regiões Jardins e Marginal Pinheiros.
Na Marginal Pinheiros, a vacância de edifícios triple A caiu 0,8 ponto percentual nos últimos três meses. Nos Jardins, a queda foi de 0,7 ponto percentual no mesmo critério de qualidade. A região da Marginal Pinheiros tem estoque triple A quase duas vezes maior que o dos Jardins e voltou a registrar taxa de vacância próxima ao índice anterior ao decreto da pandemia no início de 2020.
Mercado analisado
A pesquisa trimestral do Secovi-SP abrange 8,7 milhões de metros quadrados de área locável na capital paulista. Os escritórios classificados como alto padrão passam por avaliação de aproximadamente 100 itens, entre eles estrutura para ar-condicionado central, altura do pé-direito e presença de forro elevado.
O setor financeiro foi o principal tomador de espaços corporativos na capital paulista no período.
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