Mercado Imobiliário

Absorção de galpões cai 9,6% no 2º tri, mas supera oferta nova

Fonte: Metro Quadrado·

A absorção líquida de galpões no estado de São Paulo recuou 9,6% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior, para 452 mil metros quadrados. Os dados são da consultoria Newmark.

A entrega de novos galpões somou 188 mil m² no período, volume inferior à absorção. Com a oferta controlada, a vacância caiu para 5,1%, o menor nível da série histórica.

O preço médio pedido de locação mensal atingiu R$ 33,70, novo recorde, com alta de 12% em 12 meses. Na região metropolitana de São Paulo, o aluguel médio chegou a R$ 34,67 por metro quadrado, ante R$ 31,86 no resto do estado.

A demanda por galpões segue concentrada em empresas de ecommerce, que ampliam operações e ocupam rapidamente os novos empreendimentos. No varejo, o ecommerce responde por 63% das ocupações, enquanto lojas físicas respondem por 30% do espaço alugado.

"Hoje, o mercado de São Paulo vive um dos momentos mais competitivos da história. Havia uma demanda reprimida, porque tudo que vem sendo entregue de novo estoque já vem sendo absorvido", disse Mariana Hanania, head de pesquisa e inteligência de mercado na Newmark.

Guarulhos, Barueri e o eixo do ABCDM concentraram os maiores aumentos de área ocupada no trimestre, acompanhando as principais entregas de novos galpões. Dos 1,4 milhão de m² previstos para entrega em 2026, 43% estão em Guarulhos, 21% em Cajamar e 14% na capital paulista.

A nova oferta, porém, não deve aliviar significativamente a escassez de espaços. A Newmark estima que entre 60% e 70% desse pipeline já chega ao mercado pré-locado.

A consultoria espera que a vacância continue em níveis historicamente baixos até o fim deste ano, embora possa registrar leve alta. Uma mudança mais relevante na relação entre oferta e demanda deve ocorrer apenas quando uma nova leva de empreendimentos prevista para 2027 começar a ser entregue.

O Mercado Livre, maior ocupante, estima investir R$ 60 bilhões neste ano, 50% a mais do que investiu em 2025, calcula a Newmark. "Não dá para pensar em puxar o freio ou em alguma queda mais brusca nessa demanda no curto e médio prazo", disse Mariana.

Mais em Mercado Imobiliário