A oferta de grandes lajes corporativas em São Paulo está concentrada em apenas cinco torres com mais de 15 mil metros quadrados disponíveis de forma contígua, segundo a Colliers.
São Paulo tem só cinco torres com lajes acima de 15 mil m²
Quatro dessas torres estão em Santo Amaro e na Marginal Pinheiros, áreas que concentram as maiores taxas de vacância e os aluguéis mais baixos da cidade. Os empreendimentos incluem o Centro Empresarial de São Paulo e o São Paulo Headquarters.
O preço médio do m² na Marginal Pinheiros é de R$ 47, menos da metade — ou um terço — do cobrado em Faria Lima e JK, segundo a consultoria.
“Quando há uma região tão grande assim, uma coisa é ter ocupação na parte central e outra é nos extremos. Muitas empresas não querem ir para lá por causa do trânsito, pode ser o preço que for”, disse Ricardo Betancourt, CEO da Colliers, ao Metro Quadrado.
O número sobe para 12 torres quando se considera áreas com mais de 10 mil m² livres. Novamente, a maioria está nas pouco buscadas Marginal e Santo Amaro.
Para áreas entre 5 mil m² e 10 mil m², há 24 torres disponíveis. Excluindo nove edifícios na Marginal e em Santo Amaro, a maioria das opções está no entorno da Avenida Chucri Zaidan, em complexos como o Parque da Cidade.
A região, que já teve alta vacância no passado, agora se consolida como polo de escritórios e deve receber novo estoque nos próximos meses. Mesmo com a melhora na absorção, os desenvolvedores seguem cautelosos e segurando novos projetos.
Há ainda torres disponíveis na Chácara Santo Antônio, Barra Funda, Pinheiros e Vila Olímpia.
“Regiões como Faria Lima, JK, Paulista não aparecem nem para 5 mil m². Então uma empresa que precisa estar na Faria Lima, por exemplo, já não encontra opções maiores e tem que olhar se tem algo em desenvolvimento para tentar uma pré-locação”, afirmou Betancourt.
É o caso da Amazon, que alugou um prédio inteiro ainda em construção em Pinheiros para abrigar sua sede.
Cerca de 15% da ABL dos edifícios A e A+ em construção já está pré-locada, segundo a Colliers. Não há muitos projetos novos diante do ambiente macro e das incertezas com a demanda.
“Tivemos poucas entregas para uma cidade como São Paulo por conta da crise da pandemia, que gerou um esvaziamento do mercado e depois foi acentuada pela taxa de juros alta”, disse Betancourt.
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