A indústria de fundos de investimento imobiliário (FIIs) pode crescer de 3,2 milhões para entre 20 milhões e 30 milhões de investidores pessoa física nos próximos 15 anos. A projeção foi feita por Sidney Angulo, sócio do E-Business Park e um dos maiores investidores pessoa física em FIIs do país, durante painel na 23ª Convenção Secovi-SP.
Base de FIIs pode saltar de 3,2 milhões para 30 milhões de CPFs
Setor de fundos imobiliários projeta até 30 milhões de cotistas em 15 anos, aponta painel da 23ª Convenção Secovi-SP com Sidney Angulo e Fernando Crestana
O vice-presidente Extraordinário de Fundos Imobiliários do Secovi-SP, Fernando Crestana, mediou o debate. Ele abriu a conversa com um dado: a indústria está avaliada em R$ 240 bilhões, com uma base de 3,2 milhões de CPFs — o equivalente a 60% do total de investidores da Bolsa brasileira. "A gente tem um momento muito difícil: quatro anos seguidos com juros em dois dígitos, e vamos já para o quinto ano seguido. Mas o que aconteceu na indústria de fundos imobiliários no paralelo? Ela vem prosperando", afirmou Crestana.
Sidney Angulo defendeu que o pequeno investidor democratizou o mercado. "Sem o pequeno, não existe essa nossa indústria", disse. Ele alertou, porém, que muitos confundem fundo imobiliário com poupança. "Fundo imobiliário não é poupança, ele é investimento em renda variável."
Angulo observou que o crescimento acelerado do número de cotistas não foi acompanhado por mais experiência. "Antigamente você tinha uma média de 50 mil reais investidos; hoje a média caiu para 15 mil reais", afirmou. Ainda assim, projetou: "Eu tenho um número nos próximos 15 anos de 20 a 30 milhões de investidores."
Os participantes discutiram o papel dos FIIs no financiamento imobiliário. Crestana e Angulo apontaram que o mercado de capitais já responde por quase metade do funding do setor, superando a poupança. Angulo listou quatro fatores decisivos para atrair capital institucional e estrangeiro: "Gestão, transparência, facilidade de entrar e sair e estabilidade jurídica." Ele avaliou que o principal entrave é o tamanho médio dos fundos. "Antigamente, grande era um fundo de 1 bilhão. Hoje, grande é um fundo de 10 bilhões. Acho fortemente que os nossos fundos têm que chegar em 20, 30 bilhões de reais."
Sobre a qualidade dos ativos brasileiros, Angulo afirmou: "Nosso produto é muito bom. O nosso galpão é de primeira qualidade, a nossa laje corporativa é de primeira qualidade." Ele defendeu maior escala e transparência como próximos passos.
Crestana encerrou destacando o potencial de valorização: "A gente tá falando aqui de uma indústria hoje que negocia com 10 a 15% de desconto ao seu laudo de avaliação. Isso significa um upside, uma apreciação potencial de até 25%, além do carrego de uma renda na ordem de 9, 10% ao ano."
Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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