O governo federal anunciou bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em despesas discricionárias, acendendo alerta na Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias e de Infraestrutura de Transportes (Aneor). Segundo a entidade, a contenção adicional de recursos pode inviabilizar a execução de obras já contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em contexto de alta dos custos dos insumos da construção pesada.
Bloqueio de R$ 22,1 bi ameaça obras do DNIT em 2026
Aneor alerta que bloqueio orçamentário de R$ 22,1 bilhões comprometem continuidade de obras rodoviárias contratadas pelo DNIT em 2026. Leia análise completa
O orçamento inicialmente previsto para o setor rodoviário em 2026 era de aproximadamente R$ 12 bilhões — estimativa que a Aneor já considerava insuficiente. O Ministério dos Transportes trabalhava em uma suplementação de R$ 1 bilhão, mas a associação calcula que seriam necessários mais R$ 2 bilhões para garantir a execução dos empreendimentos previstos para o ano.
Danniel Zveiter, presidente da Aneor, declarou à Agência iNFRA: "É inaceitável discutir bloqueio de recursos quando o setor já enfrenta dificuldades para manter o nível atual de execução". A associação identificou contratos sem empenho orçamentário, situação que impede a continuidade dos serviços. A CBIC se posicionou ao lado da Aneor na defesa da liberação integral do orçamento autorizado.
Os custos da construção rodoviária dispararam, especialmente em insumos derivados do petróleo. A Aneor aponta que a defasagem entre a alta dos insumos e os mecanismos de reajuste contratual agrava o desequilíbrio econômico-financeiro das obras. Essa desproporção reduz a margem operacional das construtoras e coloca em risco a continuidade de empreendimentos em andamento.
A associação intensificou articulações junto ao Ministério dos Transportes, DNIT, Casa Civil e demais órgãos do governo federal para discutir medidas de recomposição extraordinária dos contratos. Entre as propostas apresentadas estão a revisão da periodicidade do mecanismo de reajuste do asfalto e a criação de metodologia objetiva para análise dos pedidos de reequilíbrio contratual.
A Aneor e a CBIC enfatizam que a paralisação de obras gera efeitos em cascata: desemprego no setor, perda de receita para as empresas e atraso na entrega de infraestrutura crítica para o país. O pleito das entidades é que o governo priorize a execução de obras já contratadas antes de reduzir novos investimentos em infraestrutura rodoviária.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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