O Programa Brasil MAIS funciona como uma rede colaborativa equipada com tecnologia espacial e inteligência artificial para monitorar obras públicas em tempo real. A apresentação ocorreu no quarto painel do ENAOP 2026, na manhã de 10 de junho, conduzida por Cristiano da Cunha Duarte, perito criminal federal e chefe do Serviço de Geomática da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal.
Brasil MAIS usa satélite e IA para fiscalizar obras públicas
Cristiano da Cunha Duarte apresenta no ENAOP 2026 o Programa Brasil MAIS, rede colaborativa que moderniza a fiscalização de obras com geomática e inteligência artificial
Segundo dados apresentados pelo órgão, o sistema vai além de uma ferramenta convencional. Sua arquitetura integra indicadores que permitem o rastreamento remoto de obras, reduzindo a necessidade de inspeções presenciais e acelerando a detecção de desvios de projeto ou execução inadequada.
A geomática — disciplina que combina sensoriamento remoto, cartografia digital e processamento de dados geoespaciais — forma a base técnica do programa. Imagens de satélite de alta resolução alimentam algoritmos de inteligência artificial que identificam anomalias, acompanham o progresso físico das obras e geram relatórios automatizados.
Para órgãos fiscalizadores federais e estaduais, a plataforma reduz custos operacionais e aumenta a cobertura de monitoramento. Obras em regiões de difícil acesso ou com problemas de segurança agora podem ser acompanhadas por satélite, sem necessidade de deslocamento de equipes.
O Programa Brasil MAIS também permite o compartilhamento de dados entre diferentes entidades públicas. Esse modelo colaborativo amplia a inteligência institucional sobre o estado das infraestruturas nacionais, criando um acervo histórico de imagens e análises que serve para estudos futuros e aperfeiçoamento de políticas públicas.
Participantes do ENAOP 2026 conheceram na apresentação casos práticos de aplicação do sistema em obras de rodovias, ferrovias e hidrelétricas. Os exemplos mostraram como a detecção automática de variações dimensionais e a cronometragem da execução das fases construtivas trazem mais transparência e rastreabilidade ao investimento público.
A Polícia Federal integrou esse serviço às suas atribuições de investigação de crimes contra o erário, permitindo que denúncias de irregularidades em obras possam ser fundamentadas por evidências satelitais de autoria e materialidade inequívocas.
Construtoras interessadas em conformidade com exigências de fiscalização digital já solicitam acesso aos dados do Brasil MAIS para validar seus próprios registros de execução. A plataforma estabelece um padrão de documentação objetiva que reduz litígios entre contratantes e contratadas sobre cumprimento de cronogramas e especificações técnicas.
Matéria produzida com base em informação divulgada por IBRAOP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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