A Brookfield está em negociações avançadas para comprar a torre do Santander no Complexo JK, na Vila Olímpia, em São Paulo. A informação foi apurada pelo Metro Quadrado.
Brookfield negocia compra da torre do Santander no JK
O banco colocou a sede à venda depois de adquirir um novo edifício para concentrar as operações no Itaim Bibi. As negociações giram em torno de R$ 34 mil a R$ 35 mil por metro quadrado, o que avalia o ativo em aproximadamente R$ 2,3 bilhões.
A torre tem cerca de 66 mil m² distribuídos em 28 andares. A transação é assessorada pela CBRE e pela Laplace Capital.
Se concretizar a aquisição, a Brookfield levará um dos ativos mais cobiçados da região em um momento de escassez de novos empreendimentos corporativos. Incorporar um prédio desse porte hoje é praticamente impossível, segundo o mercado.
“No cenário atual, construir um prédio inteiro para especulação e locar por menos de R$ 350 o metro quadrado seria impossível,” disse um gestor.
Dados da Buildings mostram que o preço médio pedido de locação na chamada nova Faria Lima subiu 5% este ano, para R$ 323 por m².
Com a venda, o Santander deve permanecer como inquilino da torre em uma operação de sale and leaseback até a conclusão da nova sede. O novo prédio está sendo construído a pouco mais de 1 km dali, também na Av. Juscelino Kubitschek, no terreno do antigo Extra do Itaim, e deve ser entregue em 2029.
O projeto pertencia à GTIS e foi adquirido pelo banco em fevereiro por aproximadamente R$ 2 bilhões. O Santander mantém suas operações no Complexo JK desde 2008, quando desembolsou R$ 1 bilhão pela torre.
A torre tem potencial tanto para passar por uma revitalização e receber um ocupante único quanto para ser dividida em lajes corporativas. Segundo executivos ouvidos pelo Metro Quadrado, é nesse ponto que entra o know-how da Brookfield.
Em operações recentes em regiões como a Chucri Zaidan, a gestora conseguiu reduzir significativamente a vacância e capturar o aumento dos preços de locação.
“Ninguém no mercado consegue reduzir vacância e negociar revisionais de aluguel como a Brookfield. Eles são bastante agressivos nessas negociações, o que faz a conta quase sempre fechar para eles,” disse um analista do setor imobiliário.
A Brookfield negocia com o Santander há pelo menos três meses. Segundo um executivo do mercado, a transação só não foi fechada ainda porque o Santander está passando por uma troca de comando.
Com a chegada de Gilson Finkelsztain como CEO no mês passado, a tendência é que as conversas sejam aceleradas.
Quem também chegou a demonstrar interesse pela sede do banco foi a Syn Prop & Tech, dona das torres D e E do Complexo JK – mas sem conseguir avançar. O gestor de um fundo internacional também tentou apresentar uma proposta ao banco, mas recebeu uma negativa diante do estágio avançado das negociações com a Brookfield.
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