A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que reabre até 2030 o prazo para aplicações com recursos do FGTS em operações de crédito destinadas a entidades hospitalares filantrópicas. A proposta, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), seguiu para o Senado.
Câmara aprova uso do FGTS por hospitais filantrópicos
Projeto de lei aprovado na Câmara reabre prazo até 2030 para uso do FGTS por hospitais filantrópicos e instituições para PCDs. Texto segue para o Senado.
O Projeto de Lei 2465/26 foi aprovado na forma do substitutivo do relator, deputado Antonio Brito (PSD-BA), que incluiu regra sobre interpretação de possíveis débitos tributários dessas entidades. Pimenta é líder do governo na Câmara e apresentou o projeto porque a iniciativa já havia sido tomada pelo Poder Executivo por meio da Medida Provisória 1336/26, cuja vigência acabou.
A lei do fundo permitia esse tipo de operação com juros menores até 2022, a partir de uma medida provisória de 2018 (MP 859/18), convertida na Lei 13.832/19. Segundo o governo, no período de vigência (2019 a 2022), o fundo bancou empréstimos de cerca de R$ 3 bilhões para 140 entidades hospitalares filantrópicas, por meio de 134 operações de crédito sem destinação específica e de 122 operações para reestruturação financeira.
O financiamento também permitirá a reestruturação de dívidas das entidades com redução dos encargos financeiros de 18% ao ano para cerca de 12% ao ano. Para serem consideradas filantrópicas, as entidades hospitalares beneficentes devem comprovar anualmente a prestação de serviços ao SUS no percentual mínimo de 60%, com base nas internações e atendimentos ambulatoriais realizados.
Os empréstimos com recursos do FGTS beneficiam ainda instituições sem fins lucrativos que atuam no campo para auxiliar pessoas com deficiência (PCDs) e que participem de forma complementar do SUS.
Em seu substitutivo, Brito concede a casos pendentes de julgamento final sobre a certificação, anteriores a 16 de dezembro de 2021, a suspensão dos tributos envolvidos na imunidade tributária enquanto não for decidida administrativamente a prática de irregularidade que provoque a perda da certificação de entidade filantrópica. Essa data é a de publicação da Lei Complementar 187/21, que reformulou as regras de certificação das entidades beneficentes.
Antonio Brito afirmou que o projeto preserva a coerência do FGTS como instrumento de desenvolvimento e proteção social. “A destinação de parcela de seus recursos a operações de crédito voltadas à rede hospitalar filantrópica dá-se sem descaracterizar a natureza do fundo nem comprometer sua sustentabilidade financeira”, disse.
O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) destacou que as Santas Casas precisam desses recursos para ampliar prédios, comprar novos equipamentos e fazer centros cirúrgicos mais modernos. “Esse recurso já poderia ser usado pelas Santas Casas anteriormente. O que o projeto está fazendo é dando continuidade para isso acontecer.”
O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) também defendeu a retomada do uso do FGTS por essas entidades. Segundo ele, as Santas Casas já reconheceram dívidas de R$ 10 bilhões. “Esse dinheiro vai poder ser usado para desafogar, desapertar as Santas Casas, que são essenciais para o sistema de saúde do Brasil”, disse.
Matéria produzida com base em informação divulgada por SINDUSCON-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
Rastreie obras em andamento e incorporações por todo o Brasil, com contato de quem decide a compra.
Conhecer o CaptaObras →Mais em Habitação
Reforma tributária exige revisão de contratos de locação
Especialistas do Secovi-SP alertam que a reforma tributária muda contratos de locação a partir de janeiro de 2027 e recomendam renegociar cláusulas agora.
Novas faixas do Minha Casa, Minha Vida atraem classe média
Teto da Faixa 4 subiu de R$ 500 mil para R$ 600 mil; ACIGABC vê potencial de crescimento no Grande ABC e cobra agilidade na aprovação de projetos.
Secovi-SP Campinas avalia decreto que acelera licenciamento
Secovi-SP Campinas avalia positivamente decreto municipal que permite tramitação simultânea de etapas do licenciamento e reduz prazos de aprovação.