A Capitânia Investimentos, por meio do fundo de escritórios CPOF11, acertou a venda em _cash_ para a EQI Asset de uma fatia do Faria Lima Plaza, prédio entregue em 2022 no Largo da Batata. A gestora também negocia com outro _player_ o Spot Leblon e inclui na transação sua participação no prédio locado pelo Nubank na Av. Rebouças, segundo fontes ouvidas pelo Metro Quadrado.
Capitânia vende fatia do Faria Lima Plaza e negocia prédio do Nubank
Capitânia vende fatia do Faria Lima Plaza à EQI Asset por até R$ 290 milhões e negocia Spot Leblon com prédio do Nubank. Recursos reduzem alavancagem do CPOF11.
O CPOF11 é dono de 40% do Faria Lima Plaza, fatia comprada entre 2023 e 2025 por R$ 513 milhões. Na época, o ativo tinha ocupação inferior a 60% e aluguéis na casa dos R$ 160/m². Agora, o prédio está 97,5% ocupado, com locações entre R$ 225/m² e R$ 240/m² após revisionais.
A EQI Asset estruturou uma oferta para comprar metade da fatia do CPOF11 por R$ 290 milhões, com captação podendo chegar a R$ 325 milhões. O CEO da EQI, Ettore Marchetti, disse ao Metro Quadrado que o fundo deve usar no mínimo R$ 200 milhões para a compra.
O prédio do Nubank foi adquirido pelo CPOF11 no fim do ano passado por R$ 105 milhões à Engeform, por uma fatia de 53%. Como o ativo não passou por mudanças, o fundo deve apenas “empatar” na revenda. O ganho de capital, segundo fontes, virá totalmente do Spot Leblon.
O Spot Leblon, com sete andares e ABL de 2,7 mil m², foi comprado no início de 2023 por R$ 78,3 milhões (R$ 28,2 mil/m²). À época, tinha dois contratos de locação e aluguéis entre R$ 210/m² e R$ 220/m². Hoje, o edifício está 100% locado, com inquilinos como a gestora Oceana e o escritório Lobo de Rizzo, e aluguéis entre R$ 250/m² e R$ 270/m². As negociações giram em torno de R$ 30 mil/m².
O FII da Capitânia deve usar o ganho de capital para reduzir a alavancagem e comprar cotas de fundos. “Há muitas oportunidades de cotas que estão baratas, que devem subir, porque o operacional já está indo bem,” disse uma fonte.
Segundo Ettore, a estratégia da gestora é buscar ativos em regiões mais baratas e com maior vacância nos arredores da Faria Lima — como a Rebouças, Pinheiros e o Largo da Batata — e capturar as revisionais. “Não tem porque haver um prêmio tão grande por estar de um lado da avenida e não do outro,” afirmou.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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