A cada cinco carros emplacados no mundo, um é elétrico. A constatação é de Tadeu Azevedo, CEO da Power2GO, durante debate promovido pelo SECOVI-SP. O número já pressiona síndicos e administradoras a se anteciparem à demanda por recarga.
Carros elétricos ampliam debate em condomínios
Segundo levantamento da Agência Internacional de Energia (IEA), em 2024 as vendas globais de veículos elétricos ultrapassaram 14 milhões de unidades. No Brasil, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) registrou 94 mil emplacamentos no mesmo ano, alta de 60% sobre 2023.
A maioria dos condomínios brasileiros ainda não tem infraestrutura para recarga. Em março de 2025, o SECOVI-SP identificou que 72% dos edifícios paulistanos não contam com qualquer ponto de carregamento. A falta de regras claras sobre rateio de custos e segurança elétrica é o principal entrave.
“O síndico precisa agir agora, não quando o primeiro morador comprar um elétrico”, afirmou Azevedo. A Power2GO registrou aumento de 130% nas solicitações de orçamento para instalação de carregadores em condomínios entre janeiro e abril de 2025.
O custo médio de uma estação de recarga compartilhada varia de R$ 8 mil a R$ 25 mil, dependendo da potência e da adaptação da rede elétrica. A conta, segundo especialistas, deve ser rateada por todos os condôminos, não apenas pelos donos de elétricos, para evitar conflitos.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou em fevereiro de 2025 a NBR 17019, que padroniza a instalação de sistemas de recarga em edificações. A norma exige disjuntores diferenciais, aterramento adequado e proteção contra surtos elétricos.
O SECOVI-SP recomenda que assembleias condominiais aprovem previamente a instalação e definam o modelo de cobrança. Em São Paulo, a prefeitura lançou em março de 2025 um programa de incentivo fiscal para prédios que instalarem carregadores.
A tendência é que a discussão se intensifique nos próximos meses. O governo federal estuda incluir a infraestrutura para veículos elétricos no Programa Minha Casa Minha Vida, segundo fontes do Ministério das Cidades.
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