O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Eduardo Aroeira, defendeu incentivos para que empresas avancem na industrialização do setor. A declaração foi feita durante o painel “Como destravar a construção industrializada no Brasil”, no primeiro dia da ConstruNordeste, em Salvador.
CBIC defende incentivos para industrializar construção na ConstruNordeste
Segundo Aroeira, a adoção de novos processos e tecnologias exige atuação coordenada entre setor produtivo e poder público. Para ele, é preciso criar um ambiente que estimule investimentos em novas tecnologias, especialmente por empresas de médio porte.
“A CBIC tem tentado conscientizar o governo federal para que estimule, através de benefícios, esse processo. Isso possibilita que empresas médias consigam fazer investimentos e, sequencialmente, possam reinvestir e ampliar sua capacidade”, afirmou Aroeira.
O painel contou com a participação de Carlos Henrique Passos, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB); Eduardo Bastos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA); Marco Antônio Zoli, diretor de Atacado da Caixa Econômica Federal; e Luiz Henrique Ceotto, da Tecnoeng MIT – Sloan School of Management.
Os participantes destacaram que a industrialização pode aumentar a produtividade, reduzir custos, melhorar a eficiência e elevar a qualidade das edificações. Para Luiz Henrique Ceotto, o modelo precisa ser encarado como estratégia de desenvolvimento e competitividade, e não apenas como alternativa tecnológica.
Carlos Henrique Passos defendeu a integração entre fabricantes e diferentes elos da cadeia produtiva por meio da padronização modulada. “Para evoluir, precisamos respeitar alguns processos. Se tivermos integração com o processo de construção de materiais que permitam à indústria trabalhar com conceitos de padronização modulada, conseguiremos avançar na industrialização”, disse.
Eduardo Bastos, do Sinduscon-BA, citou iniciativas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) para estruturar projetos conjuntos entre empresas. Marco Antônio Zoli destacou o potencial do programa Minha Casa, Minha Vida como gerador de escala para a industrialização.
“É necessário melhoria no processo de padronização como um todo, de ter critérios técnicos que sejam mensuráveis, e da importância do casamento dos fluxos financeiros”, afirmou Zoli.
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