A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que gargalos burocráticos e a falta de previsibilidade institucional ainda travam a execução de obras estruturantes no Brasil, segundo a entidade.
CNI aponta entraves em obras e CBIC vê convergência com pacto
CNI destaca gargalos burocráticos em obras de infraestrutura. CBIC aponta convergência com o Pacto Brasil pela Infraestrutura, que propõe sete metas setoriais para acelerar projetos até 2030.
O presidente do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da CNI, Alex Carvalho, afirmou que a superação desses entraves é essencial para o desenvolvimento econômico. “Temos potencialidades que estão se transformando em gargalos. Isso impede o Brasil de crescer e se desenvolver”, disse.
Entre os projetos estratégicos citados estão a Ferrogrão e o Pedral do Lourenço, que, de acordo com a CNI, exigem maior celeridade nos processos regulatórios.
O governo federal prevê cerca de R$ 160 bilhões em investimentos em oito leilões ferroviários estruturados pelo Ministério dos Transportes, parte deles em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), informou a CNI.
A entidade também destacou impactos de consultas a povos indígenas e comunidades tradicionais na Região Norte, que influenciam o andamento de empreendimentos e reforçam o debate sobre segurança jurídica.
O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, em revisão pelo Ministério dos Transportes, foi citado como instrumento para orientar o planejamento de longo prazo da infraestrutura.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e outras 10 entidades defendem uma agenda estruturada no documento “Pacto Brasil pela Infraestrutura”, que propõe ampliar investimentos e fortalecer condições institucionais para acelerar projetos até 2030.
O presidente da Comissão de Infraestrutura da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge, destacou a convergência entre as iniciativas. “O alerta sobre os efeitos da burocracia no avanço de obras estruturantes dialoga diretamente com as propostas da CBIC e das demais entidades reunidas no Pacto Brasil pela Infraestrutura”, afirmou.
O documento estabelece sete metas setoriais prioritárias: modernização e manutenção da malha rodoviária, retomada do papel estrutural das ferrovias, expansão e modernização portuária, aceleração da universalização do saneamento básico, avanço da mobilidade urbana de alta capacidade, reforço da geração e transmissão de energia e adensamento da infraestrutura digital.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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