O Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (Ibraop) oficializou o lançamento de duas notas técnicas durante o Encontro Nacional de Auditoria de Obras Públicas (ENAOP 2026), realizado entre 8 e 10 de junho em Curitiba. Os documentos orientam a administração pública sobre exigências em projetos básicos e detalhamento orçamentário para contratações de obras.
Ibraop lança notas técnicas sobre projetos e regime semi-integrado
A primeira nota técnica aborda especificações e requisitos que devem constar nos projetos básicos apresentados pelas entidades públicas. O documento estabelece critérios mínimos de qualidade, completude e compatibilidade entre etapas projetuais para reduzir retrabalho e aditivos em execução. Segundo o Ibraop, a padronização desses requisitos evita falhas que comprometem licitações e aumentam custos finais das obras.
A segunda nota técnica detalha o regime semi-integrado, modelo de contratação que combina características do projeto-base com flexibilidades da contratação integralizada. O Ibraop explicita neste documento quando e como órgãos públicos devem aplicar este regime, incluindo responsabilidades do contratante e limites de variação orçamentária permitidos. Essa modalidade ganhou relevância após mudanças normativas que ampliaram suas possibilidades de uso em obras de infraestrutura.
Os documentos resultam de discussões entre auditores, gestores públicos e especialistas que participaram de mesas redondas no ENAOP 2026. O instituto reuniu feedback de experiências práticas em obras de rodovias, ferrovias, portos e saneamento para construir referências técnicas aplicáveis. Ambas as notas estão disponíveis no site do Ibraop para acesso gratuito de gestores, projetistas e auditores.
A publicação integra esforço do instituto para harmonizar procedimentos de auditoria e contratação em obras públicas federais, estaduais e municipais. Notas técnicas anteriores do Ibraop já abordaram temas como análise de viabilidade técnica, aceitação de orçamentos e cumprimento de cronogramas. Cada documento serve como instrumento de referência durante processos de fiscalização de obras, reduzindo divergências de interpretação normativa entre órgãos de controle e entidades contratantes.
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