O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) da indústria da construção caiu 2,1 pontos em julho, passando de 47,7 pontos em junho para 45,6 pontos, segundo a Sondagem da Indústria da Construção da CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Confiança do empresário da construção cai 2,1 pontos em julho
Os dados foram coletados de 1 a 10 de julho junto a 321 empresas — 121 pequenas, 132 médias e 68 grandes. A pontuação varia de 0 a 100, com otimismo ou confiança a partir de 50 pontos.
A piora foi puxada pelo Índice de Expectativas, que recuou 2,6 pontos, para 47,2 pontos. O resultado reflete sobretudo a queda de 2,8 pontos nas expectativas em relação às próprias empresas, para 51,4 pontos, e a deterioração de 2,1 pontos nas expectativas sobre a economia brasileira, para 38,9 pontos.
O Índice de Condições Atuais recuou 1,1 ponto, para 42,4 pontos. A percepção sobre as condições atuais das empresas caiu 1,4 ponto, para 45,6 pontos, e sobre a economia brasileira recuou 0,7 ponto, para 35,9 pontos.
Expectativas negativas
Em julho, todos os índices de expectativas da construção registraram queda. O índice de expectativa de compras de insumos e matérias-primas caiu 4,5 pontos, para 48,3 pontos. O índice de expectativa de nível de atividade recuou 3,7 pontos, para 49,2 pontos.
O índice de expectativa de número de empregados caiu 3,6 pontos, para 49,1 pontos, e o índice de expectativa de novos empreendimentos e serviços declinou 3,6 pontos, para 48,9 pontos.
Intenção de investir e atividade
O índice de intenção de investimentos caiu 1,3 ponto em julho, para 42,4 pontos. O índice de evolução do nível de atividade recuou 1,9 ponto, para 47,2 pontos. O índice de evolução do número de empregados caiu 0,6 ponto, para 47,9 pontos.
Condições financeiras
O índice de facilidade de acesso ao crédito subiu 1,6 ponto no segundo trimestre de 2026, para 39,3 pontos, mas ainda indica dificuldades. O índice de satisfação com o lucro operacional avançou 0,4 ponto, para 41,7 pontos, e o índice de satisfação com a situação financeira variou 0,2 ponto, para 45,2 pontos.
O índice de evolução do preço médio de insumos e matérias-primas recuou 2,2 pontos no segundo trimestre, para 66,2 pontos, indicando que os empresários ainda percebem elevação dos preços.
Principais problemas
No segundo trimestre, as taxas de juros elevadas permaneceram na primeira posição entre os principais problemas da construção, seguidas pela carga tributária. Em terceiro lugar ficou a falta ou o alto custo de trabalhador qualificado, e em quarto, a falta ou alto custo da mão de obra não qualificada.
Utilização da capacidade
Em junho, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da construção se manteve estável em 67%. A UCO acumula crescimento de 3 pontos percentuais no primeiro semestre do ano.
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