A indústria da construção gerou 14.136 novos empregos em junho no país, uma variação de 0,46% em relação a maio. Com isso, o setor abriu 168.962 vagas com carteira assinada no primeiro semestre, alta de 5,73%. No acumulado de 12 meses até junho, foram 95.673 novos postos (+3,16%). Os dados são do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 29 de julho.
Construção gera 168,9 mil empregos no semestre
No Estado de São Paulo, a construção fechou 995 empregos em junho. É o segundo mês consecutivo de queda no Estado — em maio, foram 688 vagas a menos.
O saldo entre admissões e demissões em todos os setores da economia brasileira resultou na abertura de 145.161 empregos em junho. A construção respondeu por 9,7% desses postos.
Segundo Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, “mesmo com todos os obstáculos, a construção segue ativa, mas o comportamento da atividade no país continua heterogêneo. Enquanto em alguns Estados o saldo entre admissões e demissões foi positivo, devido a obras públicas e do programa Minha Casa, Minha Vida, em outros como São Paulo o saldo acabou sendo negativo com a entrega de obras públicas ligadas às próximas eleições e os juros altos que seguem inibindo a construção residencial voltada à classe média”.
A construção foi o quinto setor que mais abriu vagas em junho, atrás de serviços (+74.514), agropecuária (+22.898), comércio (+19.177) e indústria (+14.438).
Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram abertos 476 empregos em junho — variação de 0,23% ante maio. No primeiro semestre, o saldo foi de 3.682 vagas (+1,82%) e no acumulado de 12 meses, 4.977 (+2,48%).
Ao final de junho, a construção empregava 3,119 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.
No mês, os Estados que mais geraram empregos no setor foram Minas Gerais (+2.478), Amazonas (+1.867), Maranhão (+1.439), Ceará (+1.374) e Goiás (+1.292). Além de São Paulo, o setor fechou vagas em Rio Grande do Norte, Bahia, Paraná e Espírito Santo.
Mais em Mercado Imobiliário
PIB da construção cai 0,4% no segundo trimestre
PIB da construção cai 0,4% no 2º trimestre de 2026 ante o 1º. SindusCon-SP atribui queda ao menor consumo das famílias. Leia os dados do IBGE.
Construção fecha mil vagas no Estado de São Paulo em julho
Setor perdeu 1.000 empregos em SP pelo terceiro mês seguido, mas criou 12.691 vagas no país. Presidente do Sinduscon-SP alerta sobre risco de redução da escala 6x1.
Valorização e crédito direto impulsionam São José dos Campos
Diretor do Secovi-SP destaca potencial da Zona Leste e Centro-Oeste, custo equilibrado do m² e financiamento direto com construtoras. Leia mais.