Mercado Imobiliário

Construção Civil: PIB deve crescer 0,6% no 1º semestre de 2026

Fonte: SINDUSCON-SP·

O PIB da Construção Civil deve crescer 0,6% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. A estimativa foi apresentada pelo SindusCon-SP e pela FGV IBRE durante a Reunião de Conjuntura Econômica de agosto.

O resultado veio acompanhado de alta no emprego da construção, no rendimento médio e no consumo de cimento. Em contrapartida, a produção física de materiais recuou e o volume de vendas no varejo caiu no período.

O emprego formal na construção subiu 3% no Brasil entre dezembro de 2025 e junho de 2026. No estado de São Paulo, o avanço foi de 2,1%.

Entre as regionais do SindusCon-SP, o crescimento foi liderado por Santos, Sorocaba e São José do Rio Preto. Também fecharam o período com alta São Paulo (capital), Mogi das Cruzes e Santo André. Houve retração em Ribeirão Preto, Campinas, Bauru, São José dos Campos e Presidente Prudente.

Consumo de cimento e INCC

O consumo de cimento no Brasil cresceu 2,3% no primeiro semestre. Todas as regiões registraram aumento, com exceção do Sudeste, que ficou estável.

O INCC-DI acumulou alta de 4,91% no Brasil e de 5,19% em São Paulo no ano até julho. Em 12 meses, as variações foram de 6,44% e 6,97%, respectivamente. Os maiores aumentos foram de tubos e conexões de PVC (no país) e de condutores elétricos (no estado).

Mercado imobiliário de São Paulo

Na cidade de São Paulo, os lançamentos imobiliários cresceram 10,6% entre janeiro e maio e as vendas, 3,9%, ante o mesmo período de 2025.

Perfil dos contratos habitacionais

Dados de 571.592 contratos realizados entre 2016 e 2025 mostram que os millennials responderam por 54,43% dos contratos da Faixa 1, 61,89% da Faixa 2 e 59,13% da Faixa 3. A Geração Z representou 31,01% na Faixa 1, 17,57% na Faixa 2 e 18,02% na Faixa 3.

Mão de obra e cenário macroeconômico

A escassez de mão de obra qualificada foi apontada por 37,9% das empresas como principal fator limitante para os negócios em julho de 2026. Em seguida, vêm custo de mão de obra (24,0%), demanda insuficiente (23,3%), competição no setor (22,9%) e custo de matéria-prima (16,7%).

O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, afirmou que a ausência da Caixa Econômica Federal no crédito para habitação de média renda pode travar a evolução do setor.

O economista da FGV Robson Gonçalves criticou a falta de propostas sobre política habitacional entre os candidatos à Presidência na eleição de 2026. A projeção do Boletim Focus para o PIB brasileiro no ano é de 1,98%.

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