A construção civil gerou 143.547 empregos formais entre janeiro e abril de 2026, segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é o melhor para um primeiro quadrimestre desde o início da série histórica.
Construção civil gera 143.547 empregos formais no primeiro quadrimestre de 2026
O setor reúne mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada e responde por cerca de 20% dos empregos formais criados no país. De acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), os números confirmam a capacidade do setor de sustentar o crescimento econômico mesmo com juros elevados.
Destaque para São José do Rio Preto
O município de São José do Rio Preto registrou 1.980 novos empregos formais na construção até abril, recorde histórico para o período, superando a marca de 2022. O resultado reflete uma economia regional diversificada, capaz de atrair investimentos, segundo o Sinduscon-SP.
O diretor regional do Sinduscon-SP em SJRP, Rafael Luis Coelho, afirma que Rio Preto combina expansão imobiliária, diversificação econômica, localização estratégica e forte demanda por habitação. Levantamentos da Abrainc mostram que o déficit habitacional brasileiro continua elevado, enquanto as cidades médias seguem concentrando novos empreendimentos.
Desafios do setor
O setor enfrenta desafios como a modernização da legislação urbana e a industrialização dos processos construtivos. Embora as empresas invistam na qualificação da mão de obra e ampliem a participação feminina, a dificuldade de atrair jovens para a atividade tornou-se um dos principais entraves ao crescimento da construção no Brasil.
Para Coelho, o desafio agora é preservar um ambiente favorável aos investimentos para transformar o ciclo de expansão em desenvolvimento duradouro.
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