A construção civil registrou crescimento de 2,9% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O resultado veio impulsionado pelo mercado imobiliário e pelos investimentos em infraestrutura.
Construção civil: incorporadoras perdem margem com alta demanda
Atividade da construção civil cresceu 2,9% no 1º trimestre de 2026 (CBIC). Custos acumulam alta de 6,93%, com mão de obra subindo 9,56% (IBGE). Entenda por que incorporadoras perdem margem mesmo com vendas em alta.
Em 2025, os lançamentos subiram 13,88% e as vendas de imóveis avançaram 7,18%, ainda de acordo com a CBIC. Apesar do aquecimento, muitas incorporadoras enfrentam margens apertadas.
O crescimento não se traduz automaticamente em rentabilidade. O motivo está na operação: aumento da complexidade, custos em alta e gestão fragmentada.
Dados do IBGE mostram que os custos da construção acumulam alta de 6,93% nos 12 meses encerrados. A mão de obra subiu 9,56%, acima dos materiais.
Entre os fatores que pressionam as margens estão revisões sucessivas de orçamento, atrasos em cronogramas, mudanças de escopo sem controle financeiro e baixa previsibilidade de caixa. A falta de integração entre áreas dificulta a tomada de decisão baseada em dados.
Quando diferentes obras, equipes e fornecedores disputam recursos, os desvios se acumulam. A perda de margem deixa de ser pontual e passa a fazer parte da operação.
Para preservar a rentabilidade, as incorporadoras precisam de um sistema de gestão que conecte estratégia, operação e finanças. Rituais de governança, indicadores críticos e visão integrada permitem antecipar riscos e controlar custos.
Segundo Luiz Gustavo Santos, sócio da Falconi, a lucratividade não depende apenas de vender mais, mas da capacidade de transformar estratégia em execução consistente.
Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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