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Moura Dubeux compra antiga sede dos Correios em Salvador por R$ 97,7 milhões

Fonte: Metro Quadrado·

A Moura Dubeux arrematou o complexo da antiga sede dos Correios de Salvador por R$ 97,7 milhões. O imóvel estava desativado desde 2018 e passou por mais de 20 leilões nos últimos oito anos, segundo a incorporadora.

Os Correios avaliavam o complexo em R$ 130,3 milhões. O lance mínimo exigido em 2019 era de R$ 248 milhões. Os sucessivos cortes no preço ocorreram por falta de interesse do mercado, de acordo com a empresa.

“Foi a primeira vez que participamos do leilão. Acompanhamos os preços e, quando chegou no custo de oportunidade, entramos e arrematamos”, disse Fernando Amorim, diretor responsável pela operação da Moura Dubeux na Bahia, ao Metro Quadrado.

O conjunto inclui um prédio corporativo de 20 andares, um anexo de quatro andares, um auditório e um restaurante. O que atraiu a incorporadora foi o terreno: 35 mil metros quadrados a duas quadras da praia, com potencial construtivo de 120 mil a 140 mil m².

O ativo é considerado o último grande lote de Pituba, bairro de classe média e alta com boa oferta de serviços e dois dos principais shoppings da capital baiana. “Não é fácil adquirir bons terrenos planos em Salvador, pois a cidade tem muitas inclinações, e esse é grande e no coração da cidade”, afirmou Amorim.

Este é o quarto projeto da Moura Dubeux em Salvador utilizando imóveis desativados. Em dois deles — os antigos hotéis Othon e Pestana — a incorporadora fez retrofits e conversão das estruturas. No caso do complexo dos Correios, o prédio deve ser demolido para melhor aproveitamento do terreno.

“É um prédio já um pouco deteriorado, então faremos um novo desenvolvimento que vai valorizar toda a região”, disse Amorim. A ideia é fazer um projeto predominantemente residencial voltado aos segmentos de médio a médio-alto padrão.

Segundo a Moura Dubeux, o número de unidades de médio e alto padrão lançadas em Salvador caiu de cerca de 12 mil ao final dos anos 2010 para aproximadamente 5 mil no ano passado. “Há muita concorrência focada no Minha Casa Minha Vida e muitas construtoras de São Paulo que atuavam lá deixaram a praça, então a falta de oferta acelera a velocidade de vendas.”

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