A indústria da construção gerou 12.096 novos empregos em maio no país, uma variação de 0,39% em relação ao número de empregados em abril, segundo o Novo Caged. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 30 de junho.
Construção gera 12 mil empregos em maio, aponta Caged
No ano, o setor abriu 154.448 vagas com carteira assinada, alta de 5,23%. No acumulado de 12 meses até maio, foram 91.069 novos postos, crescimento de 3,02%.
A construção foi o segundo setor da economia que mais contratou em maio, atrás dos serviços (+45.655) e à frente da agropecuária (+10.025), da indústria (+4.974) e do comércio (+40). O saldo total de empregos em todos os setores foi de 72.960 vagas — a construção respondeu por 16,5% desse total.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, afirmou que o ritmo de contratações desacelerou conforme previsto. Segundo ele, os motivos são aumentos de custos, incertezas sobre a economia e dificuldade de contratar mão de obra. Estefan disse esperar que os custos não aumentem mais, caso o Senado aprove a PEC de redução da escala de trabalho. "Se isto ocorrer, teremos dilatação dos prazos de entrega das obras em andamento e revisão da viabilidade de próximos lançamentos imobiliários, com o consequente impacto negativo no nível de emprego na construção", afirmou.
Nas atividades imobiliárias do setor de serviços (incorporação imobiliária), foram abertos 166 empregos em maio, variação de 0,08% sobre abril. No ano, o segmento acumula 3.137 vagas (+1,55%) e, em 12 meses, 5.042 (+2,52%).
Ao final de maio, a construção empregava 3,104 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país.
Estados
A indústria da construção no Estado de São Paulo fechou 688 empregos em maio. Os Estados que mais geraram vagas no setor foram Bahia (+2.153), Minas Gerais (+1.972), Rio de Janeiro (+1.863), Ceará (+1.444) e Goiás (+998). Além de São Paulo, o setor fechou empregos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Roraima, Rio Grande do Norte e Alagoas.
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