A construção civil registrou saldo negativo de 882 empregos em junho no estado de São Paulo, segundo levantamento do SindusCon-SP em parceria com o FGV/Ibre. O estado mantém um estoque de aproximadamente 840 mil trabalhadores com carteira assinada no setor.
Emprego na construção recua em junho no estado de SP
Cinco das 11 regionais analisadas fecharam o mês com saldo positivo de vagas, uma permaneceu estável e cinco tiveram saldo negativo. A Regional Santos liderou a criação de empregos no período.
Na capital paulista, o saldo foi negativo em 702 empregos, retração de 0,2%. O estoque na cidade é de 373,1 mil trabalhadores. Apesar do recuo mensal, o setor acumula crescimento de 4,6% no ano.
Regionais com saldo positivo
Santos abriu 840 vagas e chegou a 31,4 mil trabalhadores. Em 12 meses, o emprego na regional cresceu 8,7%. Sorocaba criou 361 empregos, com estoque de 100,9 mil trabalhadores e alta de 6,2% no período.
São José do Rio Preto gerou 261 vagas, totalizando 25,9 mil trabalhadores, crescimento de 5,1%. Santo André registrou saldo positivo de 51 vagas, com 47 mil trabalhadores. Mogi das Cruzes abriu 31 empregos, alcançando 13,7 mil trabalhadores. Presidente Prudente manteve o estoque estável em 8,3 mil.
Regionais com saldo negativo
São José dos Campos teve o pior desempenho, com fechamento de 932 vagas, reduzindo o estoque para 52 mil trabalhadores. Foi a única regional com retração no mês, no ano e nos últimos 12 meses.
Ribeirão Preto fechou 498 vagas, com estoque de 52,6 mil trabalhadores. Campinas perdeu 256 empregos, mantendo 101,4 mil trabalhadores. Bauru registrou saldo negativo de 38 vagas, encerrando o mês com 34,5 mil trabalhadores.
Segundo o presidente-executivo do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, o comportamento das regionais reflete um quadro heterogêneo. "Enquanto algumas foram impulsionadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, outras registraram fechamento de vagas com a conclusão de obras públicas ligadas às próximas eleições e pelos juros elevados, que seguem inibindo a construção residencial voltada à classe média", afirmou.
O levantamento usa dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, apurados pelo FGV/Ibre, com série histórica iniciada em 2021.
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