O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil paulista subiu 2,24% em junho de 2026, segundo o SindusCon-SP. Foi a maior variação mensal registrada no ano.
CUB paulista sobe 2,24% em junho, maior alta de 2026
O índice acumula alta de 8,91% no primeiro semestre de 2026. Em 12 meses, a variação chega a 12,47%, de acordo com a entidade.
A mão de obra foi o principal vetor de pressão. O custo com trabalhadores subiu 3,12% no mês, impulsionado por reajustes salariais de categorias da construção.
As despesas administrativas também aceleraram, com alta de 1,89% em junho. O item inclui gastos com escritórios, seguros e taxas.
Os materiais de construção tiveram variação menor, de 0,87% no período. O grupo de equipamentos e ferramentas registrou alta de 0,54%.
O CUB acumula alta de 8,91% no primeiro semestre de 2026, segundo o SindusCon-SP. Em 12 meses, o indicador soma 12,47%.
O custo com mão de obra responde por cerca de 40% do índice. Em junho, o item subiu 3,12%, puxado por dissídios coletivos de serventes, pedreiros e engenheiros.
As despesas administrativas avançaram 1,89% no mês. O grupo inclui gastos com aluguel de escritórios, energia elétrica e material de expediente.
O CUB é calculado mensalmente pelo SindusCon-SP com base em projetos-padrão de edifícios residenciais e comerciais. O indicador serve de referência para reajustes de contratos e financiamentos habitacionais.
Em junho de 2025, o CUB havia subido 1,78%. A aceleração de 0,46 ponto percentual reflete o repasse de novos acordos salariais firmados no segundo trimestre de 2026.
O custo com materiais de construção subiu 0,87% em junho, abaixo da média geral. O aço e o cimento tiveram altas de 0,32% e 0,15%, respectivamente.
O concreto usinado avançou 1,12% no mês. A areia e a brita registraram variações de 0,78% e 0,64%.
O CUB global considera 19 projetos-padrão, entre residenciais de padrão baixo, normal e alto, além de comerciais. O indicador é usado como referência para reajuste de contratos de construção e financiamento habitacional.
O SindusCon-SP calcula o CUB desde 1972. A metodologia segue a NBR 12.721 da ABNT.
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