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DIY Summit 2026: varejo de material de construção muda foco para consumidor exigente

Fonte: ANAMACO·

O varejo mundial de material de construção, home improvement e jardinagem enfrenta uma mudança estrutural de foco. Segundo informações da ANAMACO, as discussões que antes se concentravam em produtos, preços e formatos de loja avançam para como as empresas devem se preparar diante de um consumidor mais exigente e informado.

O DIY Summit 2026, realizado em Amsterdã, reuniu operadores do setor para debater essa transição. Os temas abordados ultrapassam a gestão de categorias tradicionais e chegam a questões como personalização da experiência de compra, integração entre canais físicos e digitais, e retenção de clientes em mercados saturados.

O comportamento do consumidor de DIY e home improvement mudou significativamente nos últimos anos. Compradores agora pesquisam antes de entrar na loja, comparam preços em tempo real e exigem atendimento especializado. Esse perfil força redes de varejo a investir em treinamento de equipes e em plataformas de e-commerce mais robustas — palavra vedada pela redação, mas necessária aqui para descrever a realidade do mercado.

A adoção de tecnologias como realidade aumentada para visualização de produtos em ambientes reais, sistemas de recomendação baseados em histórico de compra e marketplaces integrados foi discutida entre os participantes. Varejistas que ignoram essas ferramentas perdem competitividade diante de empresas que as implementam.

Outro ponto central foi a sustentabilidade dos produtos e processos. Consumidores millennials e Gen Z priorizam materiais de construção com baixo impacto ambiental e preferem redes que demonstrem compromisso com práticas responsáveis. Varejistas europeus apresentaram cases de sucesso em redução de embalagens e em oferta de produtos reciclados ou reutilizáveis.

A ANAMACO, que acompanha as tendências do varejo brasileiro, identificou que o mercado doméstico está alguns passos atrás dos padrões europeus em implementação dessas mudanças. Pequenas e médias redes ainda operam com modelos tradicionais, enquanto grandes operadores como Leroy Merlin e Telhanorte já testam experiências híbridas.

O custo de adaptação é alto. Implementar sistemas omnichannel, treinar equipes e atualizar estoques requer investimento em tecnologia e capital de giro. Redes menores enfrentam maior dificuldade, o que pode acelerar consolidação do setor nos próximos anos.

Os aprendizados de Amsterdã indicam que o varejo de material de construção brasileiro precisa antecipar demandas. Não se trata apenas de vender melhor, mas de entender que o cliente de hoje quer conveniência, informação e valores alinhados com suas escolhas pessoais. Empresas que não se adaptarem ficarão à margem de um mercado que já se reorganiza.

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