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Encontro CBIC Sul reúne 120 empresários em Porto Alegre

Fonte: CBIC·

Mais de 120 empresários, incorporadores, construtores, especialistas e lideranças participaram da abertura do FIERGS apresenta: Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores 2026 | Sul, na manhã desta quinta-feira (18), na Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre (RS).

O encontro é promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em parceria com a Fiergs, com correalização do SENAI Nacional e apoio da Schneider Electric, Steck, Sinduscon-RS e Sicepot-RS.

Na cerimônia de abertura, o vice-presidente financeiro e presidente eleito da CBIC, Eduardo Aroeira, afirmou que 2026 será um ano de desafios e mudanças importantes para o país. Segundo ele, encontros que reúnem empresários e lideranças ganham relevância por permitirem o compartilhamento de experiências e a antecipação de tendências.

“Somos muito mais do que um segmento econômico. A construção civil transforma a vida das pessoas. Somos nós que entregamos moradias populares, hospitais, escolas e creches”, disse Aroeira.

Desafios pela frente

Eduardo Aroeira apontou dois temas com potencial de grande impacto econômico em 2026: a implementação da reforma tributária e a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Segundo estimativas da CBIC, a redução exigiria a contratação de cerca de 288 mil novos trabalhadores em um cenário já marcado pela escassez de mão de obra e pela inflação.

O vice-presidente da Fiergs, Claudio Teitelbaum, manifestou preocupação com os impactos da reforma tributária e defendeu a adoção de reformas estruturantes capazes de reduzir a dívida pública e os juros, melhorando o custo do financiamento para investimentos.

O vice-presidente da CBIC e presidente do Sicepot-RS, Rafael Sacchi, destacou que a taxa Selic de 14,25% desestimula o investimento produtivo ao tornar aplicações financeiras mais atrativas. Sacchi observou ainda que o crescimento da dívida pública está relacionado ao aumento das despesas e avaliou que, apesar da elevada arrecadação, o país ainda investe pouco em áreas estratégicas.

As lideranças do setor também ressaltaram a importância do associativismo e a necessidade de investir em inovação, tecnologia e novos modelos de produção para ampliar a produtividade e a competitividade da construção civil.

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