O fundo imobiliário Patria Properties (RBRP11) anunciou a venda do Edifício Jacks Rabinovich, na Vila Olímpia, por R$ 168 milhões. O imóvel tem 4,8 mil metros quadrados e estava vazio, segundo a gestora.
FII RBRP11 vende prédio na Vila Olímpia por R$ 168 milhões
FII RBRP11 vende Edifício Jacks Rabinovich por R$ 168 milhões. Transação saiu a R$ 35 mil por m², mais que o dobro do valor de tela do fundo, segundo o Patria.
A compradora foi a Fortinet, multinacional de cibersegurança que inicialmente planejava alugar o prédio. Do total, R$ 100,5 milhões irão para o fundo, que detinha 60% do ativo, e o restante para um family office que participou do desenvolvimento.
A transação ocorreu a R$ 35 mil por metro quadrado. O valor é mais que o dobro do preço de tela do fundo no mercado secundário, de cerca de R$ 16 mil por metro quadrado, considerando o desconto de 42% nas cotas, de acordo com o Patria.
“Os fundos de office podem ter o desconto que for na tela, mas o ativo não perdeu tudo isso”, disse Rodrigo Abbud, head de real estate do Patria, ao Metro Quadrado.
O edifício foi desenvolvido pela RBR, que também administrava o RBRP11 até o ano passado, quando vendeu seu portfólio de fundos listados para o Patria.
A venda faz parte de um esforço da gestora para reduzir a vacância de seus fundos de escritórios. O prédio estava sem ocupação desde a entrega.
Em outro fundo do grupo, o Patria Escritórios (HGRE11), a gestora vendeu na semana passada um prédio corporativo no centro de São Paulo, também vazio, por R$ 115,5 milhões. “Esse edifício está numa região que não tem mais tanta atratividade para escritórios, então vendemos para uma incorporadora que vai derrubar e fazer um empreendimento residencial”, disse Abbud.
As duas transações pavimentam o caminho para a consolidação dos portfólios de escritórios do Patria, que somam R$ 8 bilhões em ativos espalhados por 12 fundos. A maioria veio de aquisições de FIIs de outras gestoras, como VBI, RBR e Credit Suisse.
O objetivo do Patria é ter no máximo um ou dois fundos de escritórios. “Para isso, os FIIs têm que estar cada vez mais homogêneos em termos de portfólio, vacância e alavancagem para que ninguém se sinta prejudicado”, afirmou Abbud.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Metro Quadrado. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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