O governo pretende enviar ainda nesta terça-feira (3) ao Congresso Nacional a medida provisória que regulamenta o Imposto Seletivo, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele afirmou que o texto ainda será discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do envio ao Legislativo.
Governo quer enviar MP do Imposto Seletivo ao Congresso hoje
Ministro Dario Durigan diz que governo pretende enviar nesta terça a MP do Imposto Seletivo ao Congresso e mantém IPI para setores até janeiro de 2027.
Durigan informou que o governo fechou acordo com os setores atingidos pelo novo tributo para manter a carga tributária hoje cobrada pelo Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Segundo ele, haverá apenas ajustes decorrentes da mudança na base de cálculo.
Pelo acordo, o IPI será mantido temporariamente para os setores alcançados pela medida até janeiro de 2027, e a cobrança do Imposto Seletivo começa em fevereiro do mesmo ano. Para viabilizar a transição, o governo também pretende encaminhar ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga temporariamente a vigência do IPI para esses segmentos.
O modelo permanente do Imposto Seletivo, previsto para vigorar a partir de 2028, seguirá em discussão no Congresso ao longo de 2027, de acordo com o ministro.
Alíquota da CBS
Ao defender os parâmetros da reforma tributária, Durigan afirmou que a alíquota estimada para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ficou abaixo da proposta apresentada pelo ex-ministro da Fazenda Paulo Guedes, que previa 12%. Segundo os cálculos enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU), a alíquota máxima seria de 11,3% e a média, próxima de 8,5%.
Para o ministro, esses números permitem que o Congresso revise exceções e regimes favorecidos incluídos durante a tramitação, abrindo espaço para redução gradual das alíquotas.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Agência Brasil Economia. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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