Mercado Imobiliário

Hedge e Paladin entregam primeiro corporativo em SP

Fonte: Metro Quadrado·

O fundo Hedge Paladin Design Offices (HDOF11) conclui ainda este mês as obras de um edifício de uso misto na Alameda Franca, nos Jardins, próximo à Av. Paulista. O imóvel terá 6 mil metros quadrados para a parte comercial, segundo André Freitas, CEO e CIO da Hedge.

As gestoras buscam um inquilino monousuário para o prédio. Freitas afirmou ao Metro Quadrado que o imóvel atrai "empresas de dono", como escritórios de advocacia, gestoras de wealth, family offices e escritórios de arquitetura.

O segundo prédio do fundo será entregue ainda este ano, com características similares e também próximo da Paulista. A região tem uma das vacâncias mais baixas de São Paulo, de 2,3%, e apenas 4,7 mil m² em construção, segundo a Cushman & Wakefield.

"Existe uma demanda muito grande no entorno da Paulista a capturar porque praticamente não tem competição de prédios novos", disse Ricardo Raoul, country head da Paladin no Brasil, ao Metro Quadrado.

Todos os projetos do fundo são prédios boutique e começaram a ser desenvolvidos em 2022. As áreas locáveis terão entre 6 mil e 10 mil m², tamanhos que se tornaram raros em lajes contíguas nos endereços mais nobres da cidade.

O terceiro edifício do fundo ficará no Itaim, onde a vacância é ainda menor, com taxa de 1,12% no primeiro trimestre. O preço médio está em R$ 250 por m², segundo dados da Cushman, mas as gestoras dizem que já há casos em que o valor se aproxima dos R$ 300 vistos na Faria Lima.

Na Faria Lima, há apenas 451 m² disponíveis e 11,4 mil m² em construção. A baixa oferta de corporativos também é resultado do aquecimento dos imóveis residenciais na região, que levou donos de terrenos no Itaim a priorizarem projetos para esse mercado.

O último dos edifícios do HDOF11 ficará em Pinheiros. Raoul disse que as locações trabalhavam com preço de R$ 140 a R$ 150 por m², mas o prédio da Kinea locado pela Amazon saiu a cerca de R$ 190 por m².

Depois que os edifícios estiverem locados e estabilizados, o fundo deve vender os empreendimentos. O HDOF11 tem prazo máximo até 2028, mas a Hedge diz que o timing da venda vai depender do ambiente macro.

"Um fundo de desenvolvimento busca TIR, por isso é melhor vender rápido. Então imaginamos que, assim que o mercado permitir, podemos vender para um fundo de renda", disse Freitas.

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