O Ibovespa fechou a 174.070,27 pontos nesta sexta-feira (3), maior patamar desde 2 de junho. O principal índice da B3 subiu 0,74%, segundo dados do fechamento da bolsa. O dólar comercial caiu 0,76%, cotado a R$ 5,168.
Ibovespa volta a 174 mil pontos com dado fraco da indústria
O impulso veio do dado mais fraco da produção industrial. O IBGE informou que a produção caiu 0,2% em maio ante abril, resultado abaixo das expectativas do mercado.
A leitura fortaleceu as apostas de que o Banco Central pode cortar a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião de agosto. Os juros futuros recuaram, beneficiando ações de empresas mais sensíveis ao custo do crédito.
No câmbio, o real acompanhou a valorização das moedas emergentes. O dólar mais fraco no exterior e os dados de emprego dos Estados Unidos, divulgados na véspera, reduziram as apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve.
O feriado da Independência dos EUA reduziu a liquidez ao longo da sessão. O giro financeiro foi de R$ 12,6 bilhões, bem abaixo da média diária.
No mercado de títulos, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, admitiu a possibilidade de novas intervenções do Tesouro. Isso ajudou a derrubar os juros futuros, segundo participantes do mercado.
No ano, o dólar acumula queda de 5,83% frente ao real.
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