Índices e Dados

INCC-M sobe 0,85% em junho; confiança da construção recua

Fonte: SINDUSCON-SP·

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou alta de 0,85% em junho deste ano, segundo o SindusCon-SP. Em maio, o avanço havia sido de 0,77%. O índice reflete a aceleração dos custos com mão de obra no setor.

Na cidade de São Paulo, o ICC – Índice de Custos da Construção subiu 1,14% no mesmo período. A alta paulista foi puxada principalmente por reajustes salariais e encargos trabalhistas, segundo a entidade.

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) defende a modernização das relações de trabalho como forma de conter a pressão nos custos. A entidade argumenta que a rigidez atual onera o setor.

A confiança da construção civil recuou em junho, de acordo com dados da FGV. O Índice de Confiança da Construção (ICST) caiu 2,9 pontos no mês, para 98,5 pontos. O movimento reflete incertezas sobre a demanda futura.

Dados do Banco Central (BACEN) mostram que, em maio de 2026, o INCC mensal foi de 0,88%, contra 1,00% em abril e 0,54% em março. Em fevereiro de 2026, o índice ficou em 0,28%, e em janeiro, 0,72%. Em dezembro de 2025, a variação foi de 0,21%.

Para o SindusCon-SP, a trajetória dos custos exige atenção das incorporadoras e construtoras. A alta acumulada do INCC-M em 12 meses até junho de 2025 é de 6,8%, superando a inflação oficial medida pelo IPCA no período.

O ICC paulista acumula alta de 7,2% nos 12 meses encerrados em junho, com destaque para o item materiais e equipamentos, que subiu 1,4% no mês. O componente mão de obra avançou 1,8% em junho.

A pesquisa do SindusCon-SP aponta que 54% das construtoras paulistas tiveram aumento de custos com pessoal nos últimos três meses. Apenas 12% relataram redução nestes gastos.

O presidente do SindusCon-SP, João Paulo, afirmou que a modernização trabalhista pode reduzir a informalidade e trazer mais previsibilidade para os custos. Ele citou a necessidade de adaptação às novas formas de trabalho no canteiro de obras.

O recuo da confiança, segundo a FGV, foi puxado pela piora das expectativas para os próximos seis meses. O índice de expectativas caiu 4,3 pontos, para 94,7 pontos, menor nível desde outubro de 2024.

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