Mercado Imobiliário

81% das vagas no setor de material de construção não são preenchidas

Fonte: ANAMACO·

Cerca de 81% das vagas abertas no setor de material de construção não conseguem ser preenchidas, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (ANAMACO). O dado revela uma crise de escassez de mão de obra no segmento.

O varejo de material de construção reúne aproximadamente 158 mil lojas em todo o país, das quais 90% são pequenos negócios familiares. O setor sustenta diretamente mais de 850 mil trabalhadores, de acordo com a ANAMACO.

Em 2024, o varejo MatCon movimentou cerca de R$ 235 bilhões. A ANAMACO estima um potencial reprimido de mais de R$ 540 bilhões. Nos últimos quatro anos, o setor perdeu aproximadamente R$ 14 bilhões para mercados como tecnologia, mobilidade, entretenimento digital e apostas online.

O construbusiness brasileiro reúne cerca de 10,5 milhões de trabalhadores e representa perto de 10% do PIB nacional. Cerca de 50% do faturamento das indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (ABRAMAT) passa pelo varejo representado pela ANAMACO.

O Brasil possui cerca de 90 milhões de moradias. Desse total, aproximadamente 27 milhões apresentam algum tipo de inadequação estrutural. Milhões de brasileiros vivem sem acesso adequado a banheiros.

O INCC acumulado até abril de 2026 é de 6,28%. Caso a jornada 6×1 seja alterada, a ANAMACO estima um impacto adicional sobre os preços próximo de 6%. Na prática, a pressão inflacionária pode ultrapassar 12% no segmento.

A ANAMACO afirma que o setor precisará decidir se continuará reagindo ao mercado ou assumirá uma posição estratégica de transformação. A entidade defende que o diferencial competitivo estará na inteligência com que as empresas conduzirem seus negócios.

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