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Infraestrutura lidera empregos na construção em 2026, aponta CBIC

Obras de infraestrutura criam 79.065 vagas formais de janeiro a agosto de 2026, melhor resultado da série do Novo Caged, segundo a CBIC. Confira os detalhes.

Fonte: CBIC2 min de leitura

As obras de infraestrutura lideraram a geração de empregos formais na construção civil brasileira nos primeiros oito meses de 2026, com 79.065 novas vagas. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), trata-se do melhor resultado para o período desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020. O levantamento integra o estudo Desempenho da Construção Civil no 3º Trimestre de 2026 e Perspectivas.

O segmento superou a construção de edifícios, que registrou saldo de 66.503 empregos formais, e os serviços especializados para a construção, com 54.863 postos. No total, o setor criou 200.431 vagas com carteira assinada no período. O desempenho da infraestrutura representa crescimento de 26,89% em relação aos mesmos meses de 2025, quando foram abertas 62.312 vagas.

O número de trabalhadores formais da construção também atingiu patamar histórico. Em agosto, o setor somava 3.150.781 empregados com carteira assinada, o maior contingente desde o início da série do Novo Caged e alta de 2,99% sobre agosto de 2025.

Em números absolutos, São Paulo, Minas Gerais e Bahia lideraram a criação de vagas, com 34.099, 25.340 e 15.688 novos empregos, respectivamente. Todas as unidades da Federação tiveram saldo positivo. Na comparação proporcional à população, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pernambuco apresentaram os melhores resultados.

Em Inocência (MS), município de pequeno porte, a geração de empregos foi impulsionada por investimentos no setor de celulose. A cidade ocupou a sétima posição nacional em números absolutos e liderou o ranking proporcional à população. Santa Terezinha de Goiás e Jaguarari, na Bahia, completaram o pódio da análise proporcional.

Apesar do avanço no emprego, a atividade do setor recuou. De acordo com a Sondagem da Indústria da Construção, realizada pela CNI com apoio da CBIC, o nível de atividade ficou em 45,9 pontos no terceiro trimestre de 2026, abaixo dos 47,8 pontos do trimestre anterior. Para 40% dos empresários ouvidos, os juros elevados estão entre os principais problemas do setor, o maior percentual desde o terceiro trimestre de 2023.

Os custos também avançaram. O INCC, calculado pela FGV, acumulou alta de 6,64% nos 12 meses encerrados em setembro. Já o CUB médio Brasil, calculado pela CBIC, subiu 6,84% nos 12 meses até agosto de 2026. Entre os insumos com alta superior à inflação estão o tubo de ferro galvanizado, o fio de cobre, a placa de gesso, o bloco cerâmico e o cimento. O fio de cobre subiu quase 17%.

No financiamento imobiliário, os recursos do FGTS e do SBPE somaram R$ 222,9 bilhões entre janeiro e agosto de 2026, alta de 20,94% na comparação anual. O SBPE respondeu por R$ 132,5 bilhões, crescimento de 37,5%, enquanto o FGTS somou R$ 90,4 bilhões, expansão de 2,79%. Foram financiados 773.647 imóveis no período.

Matéria produzida com base em informação divulgada por CBIC. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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