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Mercado Imobiliário

Minha Casa, Minha Vida puxa mercado de Bauru, diz Secovi-SP

Segundo o Secovi-SP, Bauru vendeu 814 unidades no primeiro semestre de 2026, ante 679 em 2025, impulsionadas pelo programa habitacional federal.

Fonte: SECOVI-SP2 min de leitura

Bauru vendeu 814 unidades imobiliárias no primeiro semestre de 2026, ante 679 no mesmo período de 2025, segundo dados apresentados pelo Secovi-SP. O resultado é atribuído principalmente ao Minha Casa, Minha Vida, que compensa a retração do mercado tradicional, mais sensível aos juros.

O diretor regional da entidade, Bruno Pegorin Netto, apresentou os números no programa Entrevista da TV e Rádio Câmara Bauru, em 22 de outubro. Segundo ele, a cidade cresce de forma horizontal, principalmente pelo loteamento de casas do programa federal, que atende a preferência dos moradores do interior por uma casa e a possibilidade de ampliar o imóvel depois de entregue. Pegorin Netto também apontou o custo mensal de manutenção de condomínio como fator a menos para a casa.

Os empreendimentos do programa atendem principalmente a Faixa 2,5, com renda familiar média entre R$ 4 mil e R$ 6 mil no último ano. Os juros ficam entre 6% e 7% ao ano, enquanto fora do programa chegaram a praticamente o dobro em 2026. Para a entrada, o comprador pode somar subsídios federal e estadual, que, segundo o diretor, aproximam a parcela mensal de um aluguel.

No preço, o metro quadrado médio em Bauru gira em torno de R$ 8.500 considerando todo o mercado, e entre R$ 4.500 e R$ 5.000 apenas no programa. Em Santos, a média chega a R$ 12.500, a mais alta entre as regionais do Interior.

No segmento vertical, a entidade projeta retomada. Foram vendidas 327 unidades no primeiro trimestre, mais que o dobro das 152 do mesmo período de 2025. A cidade absorve, em média, entre 1.500 e 2.000 unidades verticais por ano, com lançamentos concentrados a partir de setembro.

Na revisão do Plano Diretor, que a Câmara Municipal analisa, o projeto amplia a área urbana em cerca de 55 milhões de metros quadrados. O Secovi-SP, junto com a Assenag e o SindusCon-SP, propôs ampliar o perímetro urbano em áreas com viabilidade para produtos econômicos, sobretudo nas regiões Norte e Noroeste.

Pegorin Netto afirmou que a inclusão de uma área no perímetro não garante lançamento imediato, e citou empreendimentos com mais de uma década em aprovação. Sobre o Estudo de Impacto de Vizinhança, o projeto fixa contrapartidas entre 3% e 5% do orçamento do empreendimento e limita a 2% a mitigação de impacto viário.

Matéria produzida com base em informação divulgada por SECOVI-SP. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.

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