A reforma tributária entra em fase decisiva. Empresas da construção civil precisam começar a adaptar processos, sistemas e contratos para o novo modelo de tributação sobre o consumo, que passa a vigorar em 2027.
Reforma tributária obriga construção a se preparar para 2027
Instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214/2025, a reforma substitui gradualmente PIS, Cofins, ICMS e ISS por três novos tributos: Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Imposto Seletivo. A transição completa vai até 2033.
## 2026 é o ano da preparação
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) alerta que 2026 será o período estratégico para testes e ajustes operacionais. As empresas deverão adaptar sistemas de gestão, emissão de notas fiscais eletrônicas e treinar equipes fiscais, contábeis e de TI.
Será necessário revisar contratos de longa duração, reavaliar formação de preços e validar procedimentos relacionados à CBS e ao IBS. O objetivo é reduzir riscos durante a transição, segundo a CBIC.
## O que muda em 2027 e impactos na construção
Em 2027, a CBS substitui PIS e Cofins. O Imposto Seletivo passa a incidir sobre produtos e serviços nocivos à saúde ou ao meio ambiente. O IBS continuará sendo implementado de forma gradual.
O novo modelo amplia a não cumulatividade, permitindo maior aproveitamento de créditos tributários na cadeia produtiva. Para a construção civil, que reúne fornecedores de materiais, fabricantes, projetistas, subempreiteiros e incorporadoras, a preparação antecipada é fundamental.
A ampliação do crédito tributário pode trazer ganhos de eficiência, desde que os processos internos estejam estruturados para o controle fiscal. Contratos de longo prazo deverão ser revisados conforme as novas regras.
## CBIC debate próximos passos em evento
No dia 30 de julho, das 16h30 às 18h, a CBIC realiza o evento "Reforma Tributária: onde chegamos e próximos passos". A transmissão será ao vivo pelo YouTube, com participação de especialistas.
Participam o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida; o presidente-executivo, Fernando Guedes Ferreira Filho; o advogado e líder do Projeto Reforma Tributária da CBIC, José Carlos Gama; e Luis Henrique Macedo Cidade, de Relações Institucionais e Governamentais da entidade.
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