O retrofit avança no Centro de São Paulo como estratégia para atrair novos moradores, segundo o coordenador executivo da vice-presidência de Assuntos Legislativos e Urbanismo Metropolitano do Secovi-SP, Eduardo Della Manna. A declaração foi feita em matéria do SPTV 2ª Edição exibida em 17 de agosto.
Retrofit avança no Centro de SP com incentivos fiscais
A região central abriga dezenas de edifícios do início do século XX que ficaram anos vazios ou sem manutenção. O retrofit recupera esses prédios e os adapta para moradia e comércio, em vez de demoli-los.
A prefeitura de São Paulo criou benefícios como isenção de IPTU e descontos em outros impostos para incentivar as reformas. O edifício Rodrigo Soares, na Rua Aurora, foi entregue em agosto de 2024 após passar pelo processo.
O edifício Chrysler, na Praça da República, também passou por retrofit e somou 283 unidades habitacionais. Parte dessas unidades é destinada à locação por curta temporada, o que expõe um dos principais desafios: atrair moradores fixos.
Em 2023, a prefeitura ampliou os incentivos com o Programa de Subvenção Econômica, que permite cobrir até 25% do custo da reforma sem exigir devolução do valor. Somando todos os programas, 49 edifícios já foram contemplados, mas apenas nove preveem moradias de interesse social.
O planejamento da transformação do Centro começou em 1997, com a Operação Urbana Centro, depois substituída pelo PIU Central. Della Manna, que representa o empresariado no conselho gestor do PIU, afirmou que a característica fundamental das duas operações é a importância dada ao repovoamento do Centro em diversas faixas de renda.
Pela primeira vez, recursos da Operação Urbana Centro serão usados para retrofit voltado à moradia social. O prédio na Rua Sete de Abril pertencia à prefeitura e já foi ocupado por movimentos de moradia. Serão destinados R$ 18 milhões do Fundo da Operação Urbana para financiar a aquisição dos imóveis por 98 famílias.
"Essa parceria possibilita que o governo municipal e o governo estadual atuem juntos, colocando a iniciativa privada, que tem esse know-how de construir mais rapidamente do que o poder público, a serviço da população mais carente", disse Della Manna.
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