O Sinduscon-RN promoveu na segunda-feira (15) o evento "Construção do Futuro – Manufatura Aditiva e Novas Tecnologias" para reunir empresários, pesquisadores e instituições de ensino. A iniciativa, realizada em parceria com o SENAI-RN, debateu tendências globais como impressão 3D, construção modular, pré-fabricação e automação de processos no segmento potiguar.
RN reúne indústria e academia para acelerar inovação na construção
Sérgio Azevedo, presidente do Sinduscon-RN, afirmou que a inovação tecnológica é pilar da atual gestão. "Precisamos preparar nossas empresas para os desafios do futuro. Eventos como este democratizam o acesso ao conhecimento e às novas tecnologias", disse durante a abertura do encontro no Auditório Albano Franco.
Roberto Serquiz, presidente da FIERN, apontou que a construção civil vive transformação profunda impulsionada pela tecnologia. "Este encontro representa uma oportunidade valiosa para compartilhar conhecimento, conectar talentos e aproximar nosso estado das melhores práticas", destacou.
Fernando Guedes, presidente-executivo da CBIC, reforçou o papel da câmara nas inovações do setor. A instituição trabalha para incentivar modernização, promover digitalização de processos e ampliar qualificação profissional em parceria com SENAI Nacional e entidades estaduais.
Rafael Pileggi, professor da Escola Politécnica da USP e referência em materiais cimentícios avançados, apresentou perspectivas sobre impressão 3D, construção modular e pré-fabricação. "Os principais desafios para expansão da impressão 3D estão menos relacionados aos custos e mais à disseminação da tecnologia e aos avanços regulatórios", afirmou durante palestra.
Pileggi ressaltou que as diretrizes técnicas devem permitir segurança jurídica e acesso a mecanismos de financiamento. Ele enfatizou a necessidade de integração entre universidades, centros de pesquisa e empresas para acelerar desenvolvimento tecnológico e levar inovações mais rapidamente ao mercado.
"A industrialização e a automação têm potencial para tornar os processos mais planejados, eficientes e produtivos, reduzindo custos e impactos ambientais", explicou o especialista.
O evento apresentou minuta de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) envolvendo o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade de São Paulo (USP). A proposta prevê atuação conjunta em energias renováveis, transição energética, descarbonização, materiais cimentícios de baixo carbono, construção digital e manufatura aditiva.
Rodrigo Mello, diretor do Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, explicou que a parceria surge das demandas identificadas junto às empresas. "O SENAI existe para atender às demandas da indústria, transformando desafios em soluções, tecnologia e qualificação profissional", disse.
A cooperação técnica funcionará como "um grande laboratório colaborativo" capaz de acelerar inovação, fortalecer produtividade da construção civil e gerar respostas concretas para necessidades da indústria potiguar. O acordo busca unir competências das três instituições em atuação integrada focada em novos métodos construtivos e formação de profissionais.
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