A Reunião de Conjuntura do SindusCon-SP abordou os possíveis impactos da redução de escala de trabalho para 5 dias úteis e 2 de descanso sobre os custos operacionais das construtoras. O encontro foi conduzido por Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do sindicato, que apresentou projeções sobre como a medida afeta a produtividade e o orçamento das obras na região.
SindusCon-SP analisa custo da semana 5×2 na construção
Ainda que a jornada 5×2 represente melhoria nas condições de trabalho para operários, a indústria da construção enfrenta preocupações reais com impacto nos prazos e despesas. As construtoras precisam reorganizar cronogramas e cadeias de suprimento sem perder eficiência produtiva. O setor estuda modelos de compensação de horas e reajuste de margens para absorver essa redução.
A reforma tributária ocupou lugar central nas discussões. Segundo o SindusCon-SP, mudanças nas alíquotas de impostos como PIS, COFINS e ICMS alteram significativamente o custo final das obras. A combinação de novos tributos com pressão de custos de mão de obra cria um duplo movimento de aumento de preços, afetando a competitividade do setor frente a outros estados.
Empresas associadas ao sindicato relatam dificuldade em repassar integralmente os novos custos aos clientes, já que o mercado imobiliário apresenta demanda limitada e resistência a aumentos de valores. Isso comprime margens operacionais e coloca em questão a viabilidade de projetos em desenvolvimento.
O SindusCon-SP sinaliza que será necessário ajustar metodologias de orçamentação, com inclusão explícita desses novos custos nas propostas comerciais. Empresas que não conseguem antecipar o impacto fiscal correm risco de prejuízo em contratos firmados antes da implementação das mudanças.
Os números exatos do impacto ainda estão sendo consolidados pelo sindicato. A expectativa é divulgar um estudo técnico detalhado nas próximas reuniões de conjuntura, baseado em dados coletados entre as principais construtoras paulistas. Esse levantamento servirá como subsídio para negociações com governo e poder público sobre eventuais medidas de mitigação.
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