O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, defendeu nesta quarta-feira (01/06) a aprovação da PEC do Trabalho Flexível (PEC 12/2026) durante sessão de debates no Senado Federal sobre a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
SindusCon-SP defende PEC do Trabalho Flexível no Senado
Segundo Estefan, a construção civil emprega 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Uma redução de 10% na jornada exigiria a contratação de 300 mil novos profissionais, o que considerou inviável diante da escassez de mão de obra qualificada.
“Os cálculos mais recentes indicam que o fim da escala 6×1 na indústria da construção levará a um aumento de 17,6% no custo da mão de obra. Isto implicará um aumento de 7% no custo das obras”, afirmou. Segundo ele, os imóveis ficariam inicialmente entre 5% e 6% mais caros, além de haver impactos sobre obras públicas e empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida.
Como alternativa, Estefan defendeu a PEC 12/2026, apoiada por 40 parlamentares e 3 mil entidades empresariais, incluindo o SindusCon-SP, que representam 90% do PIB brasileiro e geram mais de 40 milhões de empregos. A proposta, segundo ele, preservaria todos os direitos trabalhistas, ampliaria a possibilidade de acordos entre empresas e trabalhadores e poderia contribuir para a formalização do mercado de trabalho.
Estefan lembrou que atualmente apenas 32% dos trabalhadores da construção civil atuam com carteira assinada.
Também durante a sessão, o presidente da Fiesp e associado do SindusCon-SP, Paulo Skaf, defendeu que a discussão ocorresse sem influência do calendário eleitoral. “É um debate profundo, é um debate de grande responsabilidade e não pode ter contaminações eleitorais”, afirmou.
Ao encerrar sua participação, Yorki Estefan reiterou a preocupação com os efeitos da proposta sobre a economia e o mercado de trabalho. “O que está em jogo neste momento é a estabilidade econômica, e a manutenção do crescimento da economia e do emprego, que não merecem ser prejudicados por mudanças legislativas que trarão mais prejuízos que benefícios ao país.”
Mais em Mercado Imobiliário
PIB da construção cai 0,4% no segundo trimestre
PIB da construção cai 0,4% no 2º trimestre de 2026 ante o 1º. SindusCon-SP atribui queda ao menor consumo das famílias. Leia os dados do IBGE.
Construção fecha mil vagas no Estado de São Paulo em julho
Setor perdeu 1.000 empregos em SP pelo terceiro mês seguido, mas criou 12.691 vagas no país. Presidente do Sinduscon-SP alerta sobre risco de redução da escala 6x1.
Valorização e crédito direto impulsionam São José dos Campos
Diretor do Secovi-SP destaca potencial da Zona Leste e Centro-Oeste, custo equilibrado do m² e financiamento direto com construtoras. Leia mais.