Obras e Infraestrutura

TCE-PR apresenta uso de BIM na fiscalização de obras públicas

Fonte: IBRAOP·

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) apresentou sua experiência com Building Information Modeling (BIM) para auditoria e fiscalização de obras públicas durante o segundo dia do Encontro Nacional de Auditoria de Obras Públicas (ENAOP 2026), realizado em junho no auditório da seção paranaense.

Paulo Daschevi, coordenador de Obras Públicas do TCE-PR, e Gabriel Guy Léger, procurador-geral do Ministério Público de Contas do Paraná (MPC-PR), relataram a trajetória da instituição paranaense na implementação da metodologia. A apresentação reuniu auditores e especialistas de tribunais de contas de todo o país interessados em modernizar seus processos de fiscalização.

A adoção de BIM pela Corte Paranaense permite análise tridimensional de projetos e acompanhamento mais preciso de desvios em relação ao planejado. A tecnologia integra informações de custos, cronograma e especificações técnicas em um modelo único, facilitando a identificação de irregularidades antes que se transformem em desperdício de recursos públicos.

O TCE-PR iniciou sua jornada com BIM após identificar limitações nos métodos tradicionais de fiscalização baseados em documentos bidimensionais e inspeções pontuais. A metodologia permite que auditores visualizem a obra em ambiente virtual e comparem com o andamento físico em tempo real, reduzindo o tempo de análise e aumentando a confiabilidade das auditorias.

O ENAOP 2026 reuniu coordenadores de auditoria, técnicos em obras e procuradores de diversos tribunais de contas estaduais e municipais. O evento, organizado pelo Instituto Brasileiro de Auditoria de Obras Públicas (IBRAOP), funciona como fórum de troca de boas práticas entre as instituições de controle.

Outros tribunais de contas presentes ao encontro demonstraram interesse em replicar a experiência paranaense. A implementação de BIM em auditorias exige investimento em capacitação de pessoal e aquisição de software, mas reduz custos operacionais a médio prazo ao permitir que menos auditores analisem mais projetos com maior precisão.

O modelo paranaense inclui integração com sistemas de gestão de obras das prefeituras municipais, possibilitando acompanhamento em tempo real de licitações, contratações e execução de serviços. Essa conectividade amplia a capacidade de detecção de fraudes e superfaturamento.

A experiência do TCE-PR reforça tendência entre órgãos de controle de adotar tecnologias de análise de dados avançadas. Tribunais de contas em São Paulo, Minas Gerais e Bahia também desenvolvem plataformas similares, embora o Paraná tenha sido pioneiro na integração plena de BIM com processos auditivos.

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