O lucro líquido da Tenda dobrou no segundo trimestre, para R$ 179,1 milhões. O valor representa alta de 109% ante o mesmo período do ano passado e de 6% na comparação com o primeiro trimestre, segundo a companhia.
Tenda dobra lucro e eleva guidance para 2025
O EBITDA ajustado somou R$ 299,8 milhões, crescimento de 57,8% na comparação anual e de 5,8% ante o trimestre anterior.
Com os resultados, a empresa revisou para cima o guidance de lucro líquido e EBITDA. A projeção para o lucro passou para uma faixa entre R$ 600 milhões e R$ 660 milhões, ante a estimativa anterior de R$ 520 milhões a R$ 600 milhões.
Para o EBITDA, o guidance agora vai de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão, ante a faixa anterior de R$ 950 milhões a R$ 1,05 bilhão.
A Tenda registrou recorde histórico de receita líquida consolidada trimestral, de R$ 1,29 bilhão. O indicador cresceu 30,1% na comparação anual e 8,9% ante o trimestre anterior.
Nos indicadores operacionais, os lançamentos somaram R$ 1,766 bilhão, alta de 59,1% ante o segundo trimestre de 2025 e de 20,8% frente ao trimestre anterior.
A companhia tem ampliado a exposição à Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida, que oferece margens mais atrativas. Também pretende avançar na recém-criada Faixa 4, para a qual tem comprado terrenos.
“Imaginamos que, no futuro, as faixas 3 e 4 possam representar até um terço da nossa operação”, disse o CFO Luiz Maurício Garcia ao Metro Quadrado.
“Estamos em um momento muito favorável. O mercado imobiliário como um todo está desacelerando, enquanto nós continuamos a crescer”, afirmou Garcia.
A Alea, vertical que vinha pressionando o caixa da companhia, reduziu o consumo de caixa operacional para R$ 14,1 milhões no segundo trimestre, ante R$ 14,9 milhões no primeiro tri e R$ 39,1 milhões um ano antes.
Este é o primeiro balanço da Tenda após a transição no comando. Marcos Cruz assumiu como CEO em junho, e Rodrigo Osmo seguirá como co-CEO por 12 meses, para depois assumir uma cadeira no conselho.
A empresa tem apostado em expansão para geografias onde já atuou, como Curitiba com Tenda e Campinas com Alea, e aumentado os negócios em mercados onde já está presente.
A ação da Tenda acumula valorização de 36% nos últimos 12 meses e de 8,46% no ano. A companhia vale R$ 3,9 bilhões na Bolsa.
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