Mercado Imobiliário

Terreno do Leblon segue sem lances após nove leilões

Fonte: Metro Quadrado·

A Prefeitura do Rio de Janeiro marcou nove datas de leilão para um dos últimos terrenos disponíveis do Leblon, bairro mais nobre da cidade. Até ontem, data do nono leilão, nenhuma incorporadora apresentou oferta pela propriedade.

O insucesso repetido aponta para uma desconexão entre o valor esperado pela administração municipal e a avaliação do mercado privado sobre a viabilidade econômica do empreendimento. Construtoras costumam fugir de leilões quando as condições jurídicas, ambientais ou financeiras geram risco à rentabilidade do projeto.

A localização privilegiada no Leblon, historicamente sinônimo de alto padrão imobiliário, não foi suficiente para atrair interesse. Incorporadoras avaliam não apenas a zona, mas também o potencial de aproveitamento do terreno, restrições regulatórias e demanda efetiva por unidades residenciais ou comerciais na região.

Cada fracasso sucessivo em leilão público costuma rebaixar a precificação esperada e ampliar a apreensão sobre o ativo. A falta de movimento pode indicar que o preço inicial da avaliação municipal está desalinhado com o que o setor privado considera viável para absorver e lucrar com o projeto.

O padrão de rejeição reiterada é raro em Leblon, onde terrenos raramente chegam ao mercado. A escassez de solo urbano nesse bairro mantém pressão por valores altos, mas a ausência de compradores sugere que, neste caso, as expectativas de receita com a venda não compensam os investimentos e riscos envolvidos na construção.

A Prefeitura pode optar por reavaliação do preço mínimo, ajuste das condições de parcelamento ou renegociação de restrições de gabarito e densidade construtiva para tornar o leilão atrativo. Sem essas mudanças, o terreno pode permanecer fora do mercado por mais tempo.

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