O varejo de material de construção no Brasil operou 160 mil lojas em 2025 e movimentou R$ 238,9 bilhões, segundo o Estudo Cenário do Varejo de Material de Construção, divulgado pelo Instituto de Pesquisas Anamaco. O levantamento mapeou a estrutura do segmento e identificou as principais tendências do setor nos últimos 12 meses.
Varejo de material de construção movimenta R$ 238,9 bilhões em 2025
A capilaridade representa o traço mais marcante do varejo de material de construção nacional. Essas 160 mil lojas estão distribuídas por todo o território, servindo tanto grandes metrópoles quanto municípios menores. A pulverização da rede garante acesso ao produto em praticamente qualquer localidade.
A venda presencial mantém sua posição como canal dominante nas operações varejistas. Consumidores continuam preferindo visitar a loja física para avaliar materiais, obter orientação de vendedores e realizar compras no mesmo dia. Segundo o levantamento da Anamaco, essa modalidade segue responsável pela maior parcela das transações do setor.
A digitalização, porém, avança entre os lojistas. Plataformas de comércio eletrônico, redes sociais e aplicativos móveis ganham espaço nas estratégias de varejo. Lojas que antes operavam exclusivamente no formato físico agora oferecem catálogos online, recebem pedidos por WhatsApp e realizam entregas programadas. A presença digital deixou de ser exceção e se tornou complemento obrigatório à operação.
O Instituto de Pesquisas Anamaco coleta dados junto a associados e parceiros do setor para compor suas análises. O estudo funciona como termômetro do desempenho do varejo de construção e subsidia decisões de investimento de empresas e entidades do segmento.
Os R$ 238,9 bilhões movimentados em 2025 refletem a demanda por reformas residenciais, ampliações de imóveis e novos empreendimentos. O Brasil mantém déficit habitacional que estimula tanto compra de imóveis para reforma quanto construções novas. Esse fluxo de obras alimenta o faturamento do varejo de material.
A combinação entre força da venda presencial e crescimento da presença digital define a estratégia adotada por lojistas para os próximos anos. Empresas investem em lojas mais bem localizadas, em treinamento de vendedores e em infraestrutura tecnológica simultaneamente. Ambos os canais competem pela preferência do consumidor e demandam capital.
O mapeamento do Instituto de Pesquisas Anamaco cobre fornecedores de materiais básicos como cimento, cerâmica e tintas até lojas especializadas em acabamentos. Incluem-se redes de grande porte e pequenos varejistas independentes. A diversidade de formatos coexiste no mesmo mercado.
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