O mercado imobiliário brasileiro vendeu 226.536 imóveis residenciais novos no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% ante as 214.910 unidades do mesmo período de 2025. Os dados são dos Indicadores Imobiliários Nacionais da CBIC, em correalização com o Sesi Nacional e elaboração da Brain Inteligência Estratégica, apresentados em 24 de março.
Vendas de imóveis crescem 5,4% no semestre; MCMV atinge recorde de 58%
No segundo trimestre de 2026, foram comercializadas 113.676 unidades, crescimento de 0,7% em relação ao primeiro trimestre e de 5,3% frente ao segundo trimestre de 2025. Os lançamentos somaram 107.161 unidades entre abril e junho, avanço de 2,6% na margem, mas recuo de 1,3% na comparação anual. No acumulado do semestre, foram 211.651 unidades lançadas, praticamente estável ante 212.338 do primeiro semestre de 2025.
O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, atribuiu o desempenho à força do mercado mesmo com juros elevados. "A taxa de juros encarece o financiamento e limita a capacidade de compra das famílias", afirmou. O conselheiro Celso Petrucci, diretor de economia do Secovi-SP, destacou o Minha Casa, Minha Vida como carro-chefe do setor.
Minha Casa, Minha Vida atinge participação recorde
O MCMV respondeu por 58% dos imóveis residenciais lançados no segundo trimestre de 2026, maior fatia desde o início da série histórica em 2019. Foram 62.129 unidades do programa lançadas ante 45.032 dos demais padrões. Nos três primeiros meses do ano, o programa representava 50% dos lançamentos.
Petrucci avalia que o programa pode chegar a 60% ou 65% dos lançamentos. A participação variou por região: 68% no Norte, 66% no Sudeste, 60% no Nordeste e 52% no Centro-Oeste. No Sul, ficou em 29%. Das 113.676 unidades vendidas no trimestre, 58.392 eram do MCMV, equivalentes a 51% do total, crescimento de 5% ante o primeiro trimestre.
Valores movimentados e oferta
O Valor Geral de Lançamentos totalizou R$ 62,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta ante os R$ 61,4 bilhões do trimestre anterior, mas queda de 23,1% ante o segundo trimestre de 2025. O Valor Geral de Vendas ficou em R$ 66,2 bilhões, estável na margem e 5,5% abaixo do mesmo período de 2025. O ticket médio dos imóveis vendidos foi de R$ 581,9 mil, redução de 10,3% na comparação anual.
A oferta de imóveis novos encerrou o trimestre em 355.290 unidades, recuo de 2,1% ante o trimestre anterior, mas alta de 8,2% na comparação anual. No MCMV, a oferta foi de 137.151 unidades, crescimento de 2,9% na passagem do primeiro para o segundo trimestre.
Os imóveis de dois dormitórios concentraram 65,2% das vendas no segundo trimestre de 2026, seguidos pelos de um dormitório (23,1%), três dormitórios (10%) e quatro dormitórios (1,8%).
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