O PIB da construção civil recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 na comparação dessazonalizada com o trimestre anterior, segundo o Sinduscon-SP, com base no ConstruCarta. O resultado veio após um crescimento de 2,8% no primeiro trimestre.
Construção perde fôlego e recua 0,4% no 2º trimestre
Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o setor ainda registra alta de 1,0%. No primeiro semestre, o avanço foi de 1,1% ante igual período de 2025. O acumulado em quatro trimestres encerrados em junho, porém, é de apenas 0,3% — o menor entre os subsetores industriais que seguem em terreno positivo.
O PIB geral do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre ante o trimestre anterior, acima da mediana das projeções de mercado (0,4%), mas abaixo do avanço de 1,1% do primeiro trimestre. Segundo o ConstruCarta, confirma-se a desaceleração da atividade econômica, embora o ritmo ainda seja moderado.
Frente ao mesmo trimestre de 2025, o PIB total subiu 2%. No acumulado de quatro trimestres até junho, o crescimento foi de 1,9%, taxa igual à do primeiro semestre contra o mesmo período de 2025.
O ConstruCarta aponta uma mudança na dinâmica de crescimento. Os setores mais dinâmicos são Agropecuária e Extrativa Mineral. Já Indústria de Transformação, Comércio e Construção perderam fôlego ou já registram contração.
Para a política monetária, os números do segundo trimestre reforçam a tese do Copom de que o ciclo de alta de juros, revertido a partir de março, continua gerando efeitos defasados sobre a economia, especialmente sobre a demanda. A desaceleração, porém, não é condição suficiente para cortes mais amplos na Selic. As projeções do relatório Focus da última sexta-feira indicam apenas mais um corte na taxa básica até o fim do ano e uma queda suave ao longo de 2027.
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