As construtoras geraram R$ 234 bilhões em 2024, valor superior ao do setor informal da construção. A informação é do Sinduscon-SP, com base no boletim ConstruCarta. O boletim foi divulgado em março de 2025.
Construtoras geraram R$ 234 bi em 2024
O PIB da construção cresceu 4,4% no ano, em termos reais. O movimento retoma a alta iniciada em 2021, interrompida em 2023. O crescimento veio após um ano de estabilidade, quando o setor avançou apenas 0,1%.
Estimativas preliminares do IBGE indicam que o valor adicionado pela construção chegou a R$ 359,08 bilhões. Esse montante representa 3,43% do PIB nacional. Em 2023, a participação havia sido de 3,2%.
O ConstruCarta, publicação mensal do Sinduscon-SP, destacou a recuperação do setor formal. As construtoras formais geraram R$ 234 bilhões, superando o setor informal, que inclui trabalhadores autônomos e obras sem registro. O dado mostra a força das empresas legalizadas.
Em 2024, o setor foi impulsionado por obras de infraestrutura e pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A demanda por imóveis residenciais também contribuiu para o resultado, segundo a entidade. O crédito imobiliário atingiu recorde em 2024.
O crescimento de 4,4% superou a média dos últimos anos. O PIB da construção havia crescido 5,2% em 2021, 4,8% em 2022 e 0,1% em 2023. O resultado de 2024 representa uma retomada do ritmo de expansão.
O Sinduscon-SP representa empresas de construção do estado de São Paulo. O ConstruCarta reúne indicadores nacionais e estaduais do setor, compilados a partir de dados do IBGE, Caged e outras fontes oficiais.
A participação da construção no PIB total ficou em 3,43% em 2024. O percentual é superior aos 3,2% registrados em 2023, mas ainda abaixo dos 4% vistos em 2013. O setor busca recuperar a relevância perdida na década.
Os dados do IBGE são preliminares e devem ser revisados nos próximos meses. A publicação do dado final está prevista para o segundo semestre de 2025. O Sinduscon-SP acompanha a revisão.
O ConstruCarta define construtoras formais como empresas legalmente constituídas que atuam na execução de obras. O setor informal inclui pedreiros, carpinteiros e pequenos prestadores sem CNPJ. A informalidade ainda representa cerca de 40% do emprego no setor.
A diferença entre os dois setores é relevante para políticas públicas. O setor formal recolhe impostos e contribuições trabalhistas, enquanto o informal opera à margem da legislação. A formalização é um dos objetivos do sindicato.
O Sinduscon-SP afirma que o resultado de 2024 mostra a recuperação do setor, que havia sido afetado pela pandemia em 2020. O PIB da construção caiu 7,3% naquele ano, e só voltou a crescer em 2021.
O crescimento foi puxado por todos os segmentos: edificações, infraestrutura e serviços especializados. O segmento de edificações residenciais liderou a alta. O programa Minha Casa, Minha Vida entregou mais de 200 mil unidades em 2024, gerando demanda para construtoras.
A ConstruCarta está disponível no site do Sinduscon-SP. A próxima edição trará os dados de fevereiro de 2025. O boletim é gratuito para associados.
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