A Cury gerou R$ 145 milhões de caixa no segundo trimestre, alta de 40,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a companhia. Foi o 29º trimestre consecutivo de geração de caixa, que acumula R$ 238,2 milhões positivos em 2025.
Cury gera caixa recorde de R$ 145 milhões no 2º tri
Para o BTG Pactual, o resultado reforça o modelo de negócios “enxuto” e o controle operacional da incorporadora. “Acreditamos que o sólido resultado de FCF significa que a Cury deve continuar distribuindo dividendos expressivos”, escreveram os analistas, que recomendam compra com preço-alvo de R$ 44.
A incorporadora distribuiu R$ 1,4 bilhão em dividendos em 2025. Neste ano, as distribuições somam R$ 270 milhões até o momento.
Os lançamentos ficaram abaixo do esperado. A Cury lançou 11 projetos, com VGV de R$ 2,3 bilhões, alta de 1,4% na comparação anual, mas cerca de 9% menor que o projetado pela XP e pelo Itaú BBA. A XP atribui o resultado ao adiamento de um projeto previsto para o segundo trimestre. O Itaú BBA acredita que a Cury deve acelerar os lançamentos no segundo semestre.
As vendas somaram R$ 2 bilhões, queda de 9,5% na comparação anual. O recuo decorre da estratégia de aumentar os preços para compensar a alta de custos da construção provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, segundo a empresa.
O preço médio por unidade subiu 6,9%, para R$ 331 mil. A velocidade de vendas foi de 40,5%, patamar considerado saudável pelos analistas.
Para o Itaú BBA, as vendas podem se beneficiar de novas revisões nas faixas 3 e 4 do Minha Casa Minha Vida, foco da Cury. O Conselho Curador do FGTS estuda criar novas segmentações de renda dentro dessas faixas, o que reduziria juros e ampliaria o poder de compra. “Diante disso, vemos espaço para revisões para cima em nossas estimativas e reiteramos a recomendação de compra para a Cury”, disse o BBA.
Mais em Mercado Imobiliário
PIB da construção cai 0,4% no segundo trimestre
PIB da construção cai 0,4% no 2º trimestre de 2026 ante o 1º. SindusCon-SP atribui queda ao menor consumo das famílias. Leia os dados do IBGE.
Construção fecha mil vagas no Estado de São Paulo em julho
Setor perdeu 1.000 empregos em SP pelo terceiro mês seguido, mas criou 12.691 vagas no país. Presidente do Sinduscon-SP alerta sobre risco de redução da escala 6x1.
Valorização e crédito direto impulsionam São José dos Campos
Diretor do Secovi-SP destaca potencial da Zona Leste e Centro-Oeste, custo equilibrado do m² e financiamento direto com construtoras. Leia mais.