A Cury gerou R$ 145 milhões de caixa no segundo trimestre de 2025, o maior valor já registrado pela companhia em um período de três meses. O montante representa alta de 40,2% ante o mesmo intervalo de 2024, segundo o balanço divulgado pela empresa.
Cury gera R$ 145 milhões de caixa no 2º tri, recorde histórico
O resultado veio acima das projeções do mercado, que esperava geração entre R$ 120 milhões e R$ 130 milhões. Mesmo com lançamentos e vendas abaixo do previsto, a incorporadora conseguiu ampliar o fluxo de caixa operacional, puxado por entregas de obras e menor necessidade de capital de giro.
A geração de caixa recorde fortalece as expectativas de distribuição de dividendos. Analistas consultados pelo Metro Quadrado estimam que a Cury possa pagar proventos entre R$ 0,50 e R$ 0,60 por ação referentes ao trimestre, o que representaria um dividend yield acima de 2% no período.
A empresa encerrou junho com posição de caixa líquido de R$ 1,1 bilhão. O índice de alavancagem financeira ficou em 0,12 vez a dívida líquida sobre patrimônio líquido, praticamente estável em relação ao trimestre anterior.
As entregas de obras somaram 1.200 unidades no segundo trimestre, volume 23% superior ao registrado entre janeiro e março de 2025. A receita operacional líquida atingiu R$ 820 milhões, com margem bruta de 32,4%.
A Cury manteve a projeção de lançamentos entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões para o ano. No primeiro semestre, as vendas contratadas somaram R$ 2,6 bilhões, avanço de 18% na comparação com o mesmo período de 2024.
A incorporadora focada no segmento de médio padrão segue com estratégia de girar estoques mais rápido. O VSO (velocidade de vendas) do trimestre ficou em 58,3%, acima da média histórica da empresa.
As ações da Cury subiram 2,8% no pregão seguinte à divulgação do balanço, segundo dados da B3. O papel acumula alta de 34% em 2025, contra 6% de valorização do Ibovespa no mesmo intervalo.
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