R$ 5 bilhões em investimentos. Esse é o valor previsto para a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou os contratos nesta quinta-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto.
Lula assina contratos para retomar obra em fábrica de fertilizantes
Presidente Lula assinou contratos para retomar obra da UFN-III em Três Lagoas, com investimento de R$ 5 bilhões. Unidade deve operar em 2029 e suprir 16% da demanda de ureia.
A obra estava paralisada desde 2015. A retomada foi confirmada pela Petrobras após nova reavaliação técnica e econômica que atestou viabilidade do projeto, segundo o Palácio do Planalto. A unidade integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Agora vai. Era pra ter começado bem antes”, afirmou Lula durante o evento. O presidente completou: “Podem ficar certos, esse país vai construir sua soberania, sendo independente de importação de fertilizantes dos outros países.”
A UFN-III terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas diárias de amônia. A produção anual somará cerca de 1,3 milhão de toneladas de ureia, volume equivalente a aproximadamente 16% da demanda nacional pelo insumo, conforme nota do Palácio do Planalto. A previsão de entrada em operação comercial é 2029.
A localização da fábrica é considerada estratégica. O Centro-Oeste responde por cerca de 40% da demanda brasileira de ureia, impulsionada por culturas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pastagens. A proximidade com polos agrícolas deve reduzir custos logísticos para produtores rurais nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, destacou o comunicado do Planalto.
Atualmente, a carteira de fertilizantes da Petrobras no Novo PAC reúne quatro unidades: Fafen-BA, Fafen-SE, ANSA e a UFN-III. Com a entrada em operação dessas plantas, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Antes da retomada das fábricas, 100% da ureia consumida no país era importada.
O empreendimento é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência externa, informou o Planalto. A obra deve gerar empregos durante a fase de construção e operação. A Petrobras não informou o cronograma detalhado das etapas seguintes.
Matéria produzida com base em informação divulgada por Agência Brasil Economia. Consulte a fonte original para o conteúdo completo e os dados oficiais.
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